Entre os dias 19 e 25 de outubro, a cidade de Jacarta, na Indonésia, recebe a 53ª edição do Mundial da modalidade — e o Brasil marca presença com uma equipe misturando medalhistas olímpicos e jovens promessas.
O palco está montado na Indonesia Arena, em Jacarta, para receber a partir de 19 de outubro de 2025 uma das competições mais importantes da ginástica artística mundial: o Campeonato Mundial de Ginástica Artística de 2025. Esta será a 53ª edição do Mundial e a primeira vez que a Indonésia — e o Sudeste Asiático — sedia o evento.
Por que este Mundial é especial
Há vários motivos que fazem deste torneio um marco: será a primeira vez em que o evento acontece naquela região, o que ajuda a ampliar o alcance global da ginástica artística. Além disso, o campeonato acontece logo após os Jogos Olímpicos de Paris 2024 e inicia o novo ciclo olímpico que levará aos Jogos de Los Angeles 2028, o que dá à competição um caráter de renovação e projeção.
Brasil no mundial: mistura de experiência e juventude
A equipe brasileira desembarca na Indonésia com nove ginastas — quatro mulheres e cinco homens — que misturam atletas experientes com talentos emergentes. Entre as mulheres, lideram a delegação as medalhistas olímpicas Flávia Saraiva e Júlia Soares, acompanhadas pelas jovens promissoras Júlia Coutinho e Sophia Weisberg (ambas com apenas 15 anos de idade). Pelo lado masculino, a delegação conta com nomes mais experientes como Arthur Nory, Caio Souza e Diogo Soares, além dos estreantes Vitaliy Guimarães e Tomás Florêncio.
Curiosamente, a estrela brasileira Rebeca Andrade, que fez história para o país na ginástica, optou por não participar desta edição, abrindo espaço para novos nomes e para a renovação da equipe.
Como funciona o torneio
Diferente de algumas edições onde há disputa por equipes, este Mundial terá foco em competições individuais — tanto o individual geral (soma das notas em todos os aparelhos) quanto as finais de aparelhos específicos. As classificatórias acontecem nos primeiros dias, e as principais finais — individual geral e por aparelhos — se concentram entre 22 e 25 de outubro.
Cada país está com regras de inscrições específicas: há número limite de ginastas por aparelho, o que torna o processo seletivo ainda mais competitivo.
Transmissão e onde acompanhar
Para o público brasileiro, a boa notícia é que o evento poderá ser assistido pela TV fechada — principalmente no canal Sportv2 — e também por plataformas de streaming, como a Cazé TV e o Canal Olímpico do Brasil no YouTube.
O que observar e ficar de olho
- Flávia Saraiva aparece como uma das principais chances de medalha para o Brasil, especialmente em aparelhos como trave e solo.
- No masculino, Arthur Nory e Caio Souza trazem experiência internacional e podem surpreender.
- A estreia da jovem Sophia Weisberg, com apenas 15 anos, também chama atenção — a nova geração já está em cena.
- A ausência de atletas tradicionais abre caminho para novos nomes brilharem e mostra o dinamismo da modalidade.
- O cenário internacional também apresenta novidades: por exemplo, houve polêmica sobre o visto da equipe de Israel na Indonésia, o que ilustra como questões diplomáticas e esportivas se entrelaçam.
Por que isso importa
Competir em um Mundial oferece aos atletas a chance de se projetarem para os Jogos Olímpicos seguintes — não apenas em busca de medalhas imediatas, mas de construir experiência, reputação e trajetória. Para o Brasil, após o bronze por equipes em Paris 2024, essa edição é uma oportunidade de continuar afirmando seu lugar entre as potências da ginástica artística.