Fenômeno poderá ser visto em diversas regiões do mundo e terá duração impressionante de mais de 7 minutos; Brasil estará entre os países privilegiados com visibilidade parcial
A NASA confirmou que o eclipse solar total mais longo da história recente acontecerá no dia 6 de julho de 2028, oferecendo um espetáculo astronômico raro que deverá durar aproximadamente 7 minutos e 4 segundos — tempo considerado excepcional, já que eclipses totais normalmente duram entre 2 e 4 minutos. O fenômeno é aguardado com grande expectativa por cientistas, astrônomos amadores e amantes do céu em todo o mundo.
O eclipse de 2028 será visível de forma total em partes da Austrália, Nova Zelândia e Oceano Pacífico, enquanto outras regiões da Terra, incluindo o Brasil, poderão acompanhar o evento parcialmente, dependendo da localização e das condições atmosféricas. Segundo especialistas, esse eclipse entra para a história não apenas pela sua extensão de tempo, mas também por ser um dos mais amplamente observáveis do século XXI.
De acordo com dados da NASA, a faixa de totalidade — ou seja, a área em que o Sol será completamente encoberto pela Lua — cruzará regiões do centro e leste da Austrália e parte da Nova Zelândia, proporcionando aos observadores locais a visão do céu escurecendo em plena luz do dia, com direito ao surgimento das estrelas e do chamado “anel de fogo”.
O Brasil, por sua vez, terá acesso a uma visão parcial do eclipse, o que ainda representa uma ótima oportunidade para observação segura com o uso de equipamentos adequados, como óculos com filtro solar certificado ou projeção indireta. As regiões Norte e Nordeste deverão ser as mais privilegiadas em termos de visibilidade parcial.
A importância científica do fenômeno também é significativa. Eclipses totais permitem que pesquisadores estudem a coroa solar — a camada externa da atmosfera do Sol — com mais detalhes, além de possibilitar testes em modelos astronômicos e observações de comportamento da luz em grandes escalas.
A NASA e outras agências espaciais ao redor do mundo já preparam transmissões ao vivo, registros em tempo real e missões de estudo durante o eclipse. Especialistas recomendam que o público interessado se programe com antecedência e, se possível, viaje até pontos com maior visibilidade para viver a experiência completa do eclipse total.
O último eclipse com duração semelhante foi registrado em 11 de julho de 1991, quando o fenômeno durou cerca de 6 minutos e 53 segundos. O de 2028, no entanto, promete superá-lo tanto em tempo quanto em alcance global.