O atacante esclareceu que um edema no adutor não comprometeu sua condição física e que sua ausência da Seleção Brasileira foi decisão técnica do treinador italiano, que ainda avalia novos nomes para a Copa de 2026.
Na última convocação da Seleção Brasileira, o técnico Carlo Ancelotti justificou a ausência de Neymar com um problema físico: um edema no adutor da coxa ocorrido na semana anterior. Segundo o italiano, o jogador precisaria alcançar 100% da condição física antes de voltar aos jogos da Amarelinha.
Poucos dias depois, após a partida entre Santos e Fluminense, Neymar revelou sua versão. Ele admitiu que a lesão existiu, mas minimizou: era um incômodo leve e não justificaria faltar à convocação, já que jogou os 90 minutos na partida seguinte. Para ele, foi uma decisão técnica de Ancelotti, e não um problema físico, que motivou sua exclusão. “Acho que fiquei fora por opção técnica mesmo. Não tem nada a ver com condição física. É opinião do treinador, e eu respeito”.
Críticos e comentaristas também comentaram o caso. No programa Fechamento Sportv, o pentacampeão Denílson sugeriu que a decisão técnica pode ter sido influenciada por uma declaração recente de Neymar, considerada desrespeitosa à hierarquia da comissão técnica, especialmente ao mencionar Juan, ex-zagueiro que hoje integra o corpo técnico da Seleção. Na mesma cobertura, André Rizek questionou se Ancelotti poderia ter gerenciado o tema de forma diferente, trazendo Neymar e dialogando com o grupo diretamente em vez de deixá-lo de fora. Outros analistas destacaram que o momento atual do jogador no Santos — com atuação abaixo do seu padrão — pode ter pesado na escolha do treinador.
A chamada da nova fase da Seleção Brasileira tem se pautado por testar novas caras. Ancelotti não convocou jogadores que eram presença certa nas listas anteriores, como Vinícius Júnior, Rodrygo, Militão e o próprio Neymar. A ideia, segundo o treinador, é conhecer talentos emergentes antes da disputa do Mundial de 2026, já garantida desde junho neste ciclo de Eliminatórias.
O ano de 2025 tem sido marcado por avaliações intensas do corpo técnico do Brasil, que monitora de perto jogos do Brasileirão e da Copa do Brasil. Eles vão observando jogadores ao vivo, incluindo Neymar, para decidir convocações futuras. A postura de Ancelotti deixa claro que a seleção não é mais automática apenas pelo nome — exige forma, rendimento e encaixe no projeto coletivo.
Em resumo: Neymar reconheceu o edema leve, mas negou que saúde tenha sido o motivo real de sua ausência. Ele atribui a não convocação a uma escolha técnica de Ancelotti, reforçando o respeito ao treinador — e deixando claro que, para voltar, precisará aliar boa forma física a desempenho consistente no clube e alinhamento com a comissão técnica.