Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, São Paulo e Distrito Federal em desdobramento das investigações do Caso Master.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a nona fase da Operação Compliance Zero. Entre os principais alvos das medidas está o senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo Lula no Senado. Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), os policiais cumprem 18 mandados de busca e apreensão. As ações acontecem simultaneamente nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.
O foco desta nova etapa é esclarecer a relação do parlamentar baiano com o empresário e banqueiro Augusto Lima, dono do Banco Pleno e apontado nas investigações como ex-sócio de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal apura se a proximidade de longa data e a mútua confiança entre o senador e o empresário teriam criado um ambiente propício para a prática de condutas ilícitas. A investigação apura possíveis crimes como corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro relacionados ao Caso Master.
Em solo baiano, equipes da PF estiveram em endereços residenciais e comerciais ligados a Augusto Lima. Além de autorizar as buscas por documentos e mídias digitais, o ministro do STF determinou a imposição de medidas cautelares preventivas para os envolvidos. Os investigados estão proibidos de manter comunicação entre si e tiveram que entregar seus passaportes às autoridades, decisões tomadas para resguardar o andamento do processo e evitar tentativas de saídas do país antes que a apuração seja concluída.
O Caso Master investiga suspeitas de fraudes financeiras e transações irregulares ligadas à instituição bancária. Documentos e históricos de conversas em celulares apreendidos em fases anteriores da operação indicam repasses suspeitos, cobranças e transações imobiliárias que agora estão sob o crivo da Polícia Federal.
Até o momento, a defesa do empresário Augusto Lima manifestou-se declarando que ele sempre atuou rigidamente dentro dos limites legais, prezando pela transparência e responsabilidade técnica com as regras do sistema financeiro. O senador Jaques Wagner ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre a ação policial até o fechamento desta reportagem.