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Nova tecnologia inspirada no cérebro humano promete reduzir consumo de energia da IA em 70%

Foto: Reprodução
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Cientistas desenvolvem chip inovador que imita o funcionamento dos neurônios, trazendo uma solução sustentável para o avanço da inteligência artificial.

O crescimento acelerado da Inteligência Artificial (IA) trouxe um desafio enorme para o planeta: o consumo gigantesco de energia elétrica. No entanto, uma descoberta vinda da ciência pode mudar esse cenário. Pesquisadores desenvolveram um novo tipo de material e um chip “biomimético” — ou seja, inspirado na biologia humana — capaz de reduzir em até 70% o gasto energético dos sistemas de IA.

Atualmente, os computadores tradicionais gastam muita energia porque precisam movimentar dados constantemente entre a memória e o processador. O cérebro humano, por outro lado, é extremamente eficiente porque processa e armazena informações no mesmo lugar, através das conexões entre os neurônios. Foi exatamente esse conceito que os cientistas replicaram em laboratório.

Como funciona a inovação? Utilizando um material especial que imita as sinapses cerebrais, os novos chips conseguem realizar cálculos complexos de forma muito mais direta. Em vez de depender de grandes centrais de dados que aquecem e exigem resfriamento constante, essa tecnologia permite que a IA funcione de maneira mais “natural” e econômica.

Além da economia de energia, essa inovação resolve um problema crítico de sustentabilidade. Com a IA sendo usada para tudo, desde buscas na internet até diagnósticos médicos, a demanda por eletricidade estava saindo do controle. Com essa redução de 70%, o setor tecnológico pode continuar evoluindo sem causar um impacto ambiental tão pesado. Especialistas acreditam que essa nova arquitetura de chips pode se tornar o padrão para a próxima geração de dispositivos inteligentes.