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Novas regras para ciclomotores entram em vigor em 2026: o que muda para quem anda de motinha elétrica

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas
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A partir de 1º de janeiro, ciclomotores precisarão de registro, habilitação e cumprimento de normas mais rígidas — uma resposta ao crescimento desses veículos nas cidades.

A partir de 1º de janeiro de 2026, os ciclomotores — aquelas motinhas elétricas leves, assim como alguns modelos a combustão — vão passar por uma mudança significativa nas regras de circulação no Brasil. As novas exigências foram estabelecidas pela Resolução 996/2023 do Contran e determinam como esses veículos devem se regularizar, circular e serem fiscalizados.

A seguir, todas as mudanças importantes que quem usa ciclomotor precisa entender para não ficar na irregularidade.

O que vai mudar para os ciclomotores

  1. Registro e emplacamento obrigatórios
    Muitos ciclomotores ainda circulam sem placa ou documento, mas isso não será mais permitido. A partir de 2026, todos deverão estar registrados nos Detrans, com placa visível, licenciamento anual e documento no padrão Renavam.
    Para efetuar o registro, será necessário apresentar nota fiscal, número de motor, identificação do proprietário e, dependendo do modelo, um certificado de segurança veicular.
  2. Habilitação obrigatória
    Para pilotar um ciclomotor será exigida a CNH categoria A ou a ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores).
    Quem for flagrado conduzindo sem habilitação poderá sofrer multa grave, receber pontos na carteira e ter o veículo retido.
  3. Equipamentos de segurança obrigatórios
    O uso de capacete passa a ser regra tanto para o condutor quanto para o passageiro.
    Também serão exigidos: retrovisores, farol dianteiro, lanterna traseira, buzina, velocímetro e outros itens de segurança para garantir uma condução segura.
  4. Vias permitidas e proibidas
    Ciclomotores não poderão circular em ciclovias, ciclofaixas, calçadas ou vias de trânsito rápido.
    Eles deverão circular, preferencialmente, em ruas de menor velocidade, geralmente com limite de até 40 km/h.
  5. Prazo para regularização
    Os condutores terão até 31 de dezembro de 2025 para colocar seus ciclomotores em conformidade. A partir de 2026, a fiscalização será intensificada, e as penalidades entrarão em vigor.
  6. Quem está isento dessas regras
    Bicicletas elétricas do tipo pedal assistido continuam dispensadas de placa, habilitação e registro.
    Patinetes elétricos, monociclos e outros veículos autopropelidos também permanecem fora dessa regulamentação por terem velocidade e potência reduzidas.

Por que essas mudanças estão acontecendo

A circulação de ciclomotores cresceu rapidamente nos últimos anos, especialmente os elétricos, o que gerou preocupações com a segurança no trânsito. Muitos desses veículos trafegam sem identificação e sem regras claras, causando riscos para pedestres, ciclistas e motoristas.

A meta do Contran é organizar esse fluxo, reduzir acidentes e aumentar a segurança nas vias urbanas. A fiscalização será reforçada e terá papel fundamental nesse processo.


Desafios para os condutores

  • Custos com registro, emplacamento e licenciamento.
  • Necessidade de tirar CNH A ou ACC.
  • Dificuldade de identificar se o veículo realmente se enquadra como ciclomotor.
  • Tempo de adaptação dos estados, que ainda estão estruturando serviços de vistoria e documentação.
  • Resistência de parte da população acostumada à circulação sem regras.

Impactos esperados

A expectativa é de que as novas regras organizem melhor o trânsito e promovam mais segurança, especialmente para quem circula em regiões urbanas. A formalização desses veículos deve aumentar a responsabilidade de seus condutores e reduzir riscos de acidentes.

Por outro lado, a mudança pode gerar custos e dúvidas para muitos usuários, mas especialistas consideram esse processo necessário diante do aumento expressivo dos ciclomotores nas ruas.