Magnitude foi estimada em 1,9 mR em meio a série de 19 tremores registrados somente em julho
Um novo tremor de terra foi detectado no município de Jacobina (BA), na madrugada de 2 de agosto de 2025, às 01h01 UTC (22h01, horário de Brasília), com magnitude preliminar de 1,9 mR, segundo dados divulgados pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN). Até o momento, não houve relatos de moradores que tenham sentido o abalo ou percepções visuais e auditivas.
Esse evento reforça uma onda sísmica intensa em Jacobina, situada na região centro-norte do estado. No dia 27 de julho, outro tremor foi registrado na mesma cidade, desta vez com magnitude estimada em 2,0 mR, às 04h28 UTC (no horário de Brasília).
Em julho de 2025, o estado da Bahia contabilizou 19 tremores de terra, com destaque para diversos municípios como Jacobina, Santaluz, Itaparica, Vera Cruz, Curaçá e Jaguarari. Jacobina, em particular, foi palco de múltiplos registros durante o mês: incluindo abalos de 1,8 mR a 3,2 mR, alguns acompanhados de relatos de movimentação de móveis, estrondos, quedas de objetos e até rachaduras em vidros.
O caso mais significativo ocorreu em Jaguarari, com magnitude preliminar de 3,2 mR, e resultou em relatos de forte impacto por parte dos moradores, inclusive com estrondo audível e danos materiais leves. Já no município de Vera Cruz, foram registrados abalos de 1,8 mR e 2,4 mR, sendo registrado também um tremor com magnitude de 3,0 mR em 3 de junho, epicentrado a cerca de 8 km da costa, com moradores relatando batidas em portas e vibrações perceptíveis. Em Curaçá, outro tremor de magnitude 2,0 mR ocorreu em 1º de junho.
Segundo especialistas, tremores de baixa magnitude são relativamente comuns no Nordeste do Brasil e geralmente resultam de movimentações naturais em falhas geológicas da crosta, impulsionadas por tensões acumuladas ao longo do tempo. São imprevisíveis e não há indicação de quando podem cessar ou se intensificarem.
O LabSis/UFRN reafirma seu empenho na contínua monitorização sísmica da Bahia e de toda a região Nordeste, alertando que mesmo abalos considerados fracos devem ser acompanhados sistematicamente, tanto por centros especializados quanto pela Defesa Civil