O animal, que viveu em Santa Helena desde o século 19, era reconhecido pelo Guinness World Records como o ser vivo terrestre mais antigo do planeta
O mundo se despede de uma verdadeira testemunha da história. Jonathan, a tartaruga-gigante-das-seychelles que detinha o título de animal terrestre mais velho do mundo, morreu nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, na ilha de Santa Helena, território britânico no Oceano Atlântico. Ele tinha 193 anos.
A notícia foi confirmada pelo governo local, que cuidava do animal em Plantation House, a residência oficial do governador. Jonathan chegou à ilha em 1882 como um presente das Seychelles e, na época, já era considerado um adulto, com pelo menos 50 anos de idade. Ao longo de quase dois séculos, ele viu o mundo mudar radicalmente: passou por duas guerras mundiais, viu a invenção da lâmpada, do automóvel, da internet e acompanhou o governo de dezenas de governadores e monarcas britânicos.
Apesar da idade avançada, que o deixou cego e sem o olfato, Jonathan mantinha uma saúde considerada boa para um “supercentenário”. Ele era alimentado manualmente com frutas e vegetais frescos e ainda demonstrava disposição para interagir com seus cuidadores e com as outras três tartarugas que viviam com ele: David, Emma e Fred.
Jonathan não era apenas um recordista do Guinness World Records; ele era o símbolo de Santa Helena, aparecendo inclusive na moeda de cinco centavos da ilha. O governo local informou que o corpo do animal será preservado e que uma estátua deverá ser erguida em sua homenagem, garantindo que o legado da tartaruga mais famosa do mundo jamais seja esquecido.