google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

“O Agente Secreto: quais as chances do filme brilhar no Oscar 2026?”

Foto: divulgação
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Filme de Kleber Mendonça Filho com Wagner Moura foi aprovado pela Academia Brasileira de Cinema; trajetória internacional e debates na escolha também entram em cena

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais anunciou em 15 de setembro que o longa “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, será o representante oficial do Brasil na corrida pelo Oscar 2026, na categoria de Melhor Filme Internacional.

A disputa envolveu seis finalistas: Baby, Kasa Branca, Manas, O Último Azul, Oeste Outra Vez e O Agente Secreto. A decisão foi tomada por uma comissão de 25 membros, formada por especialistas e profissionais do setor audiovisual.

A história do filme

Ambientado em Recife, no ano de 1977, o longa acompanha Marcelo (Wagner Moura), um especialista em tecnologia que retorna à sua cidade natal em busca de um recomeço. No entanto, ele acaba mergulhando em uma trama de espionagem e mistérios ligados ao período da ditadura militar brasileira. O elenco ainda conta com Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Alice Carvalho e o alemão Udo Kier, que já havia trabalhado em Bacurau.

Reconhecimento internacional

Desde sua estreia no Festival de Cannes, em maio, o filme tem chamado atenção. Venceu os prêmios de Melhor Diretor para Kleber Mendonça Filho, Melhor Ator para Wagner Moura, além do FIPRESCI, da crítica internacional, e o AFCAE, da associação de cinemas de arte da França.

Após Cannes, O Agente Secreto foi exibido em Toronto e Telluride, festivais importantes no circuito do Oscar. A revista Variety o destacou como forte candidato não apenas a Melhor Filme Internacional, mas também em categorias como direção, roteiro original e atuação.

Nos Estados Unidos, a distribuição está a cargo da Neon, mesma empresa que levou o sul-coreano Parasita ao Oscar, o que aumenta o peso da campanha. No Brasil, a estreia nos cinemas está prevista para 6 de novembro, pela Vitrine Filmes.

O debate na escolha

Apesar do favoritismo, a escolha não foi consensual. O filme Manas, de Marianna Brennand, recebeu apoio de cerca de 70 entidades e lideranças culturais devido ao seu tema social urgente — a exploração infantil na Ilha do Marajó. A disputa gerou discussões nas redes da Academia.

Especialistas, no entanto, destacam que a trajetória internacional já consolidada de O Agente Secreto e a força de sua distribuidora nos EUA tornam o filme uma aposta mais estratégica para o Oscar.

Próximas etapas

Agora, o longa disputará espaço entre os inscritos do mundo inteiro. Em dezembro, a Academia de Hollywood divulgará a lista de até 15 semifinalistas. Em janeiro, restarão apenas cinco indicados oficiais, que disputarão a estatueta na cerimônia marcada para 15 de março de 2026.

Segundo críticos, além da qualidade artística, o fator decisivo será a campanha de divulgação nos EUA. Com festivais internacionais já no currículo e o apoio da Neon, o Brasil chega com chances reais de destaque.

Conclusão

Com narrativa política forte, elenco estrelado, prêmios internacionais e apoio de uma distribuidora reconhecida, O Agente Secreto reúne os elementos que aumentam as chances do Brasil voltar a figurar entre os indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional. A polêmica em torno da escolha mostra como o cinema nacional também reflete debates entre representatividade social e estratégia internacional.