Dirigido por Kleber Mendonça Filho, filme ambientado na ditadura militar recebe aplausos de 13 minutos e elogios por sua abordagem política e estética inovadora
O cinema brasileiro voltou a brilhar no cenário internacional com “O agente secreto”, novo longa-metragem de Kleber Mendonça Filho, que estreou no Festival de Cannes 2025. Estrelado por Wagner Moura, o filme foi ovacionado por 13 minutos após sua exibição, recebendo críticas entusiasmadas da imprensa especializada.
Ambientado no Brasil de 1977, durante o regime militar, “O agente secreto” acompanha Marcelo (Wagner Moura), um professor universitário e especialista em tecnologia que retorna a Recife em busca de paz, apenas para se deparar com uma cidade permeada por vigilância e paranoia. A trama, que mistura elementos de thriller político, humor negro e realismo fantástico, é uma crítica à repressão e à censura da época.
A performance de Wagner Moura foi amplamente elogiada. Críticos destacaram que Kleber Mendonça Filho o transforma em uma estrela de cinema. O filme foi descrito como um “superthriller”, ressaltando a habilidade do diretor em recriar a atmosfera opressiva dos anos 70.
Com 2h38 de duração, “O agente secreto” é o filme mais longo da carreira de Mendonça Filho e marca sua terceira participação na competição oficial de Cannes, após “Aquarius” (2016) e “Bacurau” (2019). O elenco conta ainda com Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone e o alemão Udo Kier.
O filme também se destaca por sua estética visual, com referências ao cinema dos anos 70 e 80, e por abordar temas como memória histórica e resistência política. A cidade de Recife e o carnaval são elementos-chave na narrativa, que utiliza gravações antigas para conectar passado e presente.
“O agente secreto” é um marco no cinema brasileiro contemporâneo, combinando uma narrativa envolvente com uma crítica social profunda, e reafirma o talento de Kleber Mendonça Filho como um dos principais cineastas da atualidade.