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O que se sabe sobre a crueldade ocorrida em Bananal: cavalo morto por exaustão foi mutilado após cavalgada de 15 km

Foto: Reprodução
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Animal sucumbe à exaustão e é amputado depois de percorrer trajeto forçado — caso choca região e aciona autoridades ambientais e a sociedade civil.

Na tarde de sábado, 16 de agosto de 2025, um acontecimento chocou Bananal, cidade do interior de São Paulo. Um cavalo foi forçado a percorrer 15 quilômetros em uma cavalgada extenuante. Sem conseguir continuar, ele desabou em razão da exaustão — e acabou morrendo no local.

O tutor do animal, um rapaz de 21 anos chamado Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, agiu de forma terrível após a morte do cavalo: utilizando um facão, ele amputou as duas patas do animal e desferiu vários golpes na região do abdômen, em uma tentativa de facilitar o deslocamento do corpo até o fundo de um barranco de difícil acesso.

A brutalidade do ato foi descoberta graças à denúncia feita à Polícia Militar Ambiental, que apurou logo depois do crime. O suspeito e uma testemunha foram ouvidos pela Polícia Civil no dia 18 de agosto, mas nenhuma prisão foi realizada até o momento.

O caso foi registrado como abuso com resultado de morte, previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). O artigo 32 trata de maus-tratos a animais e prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. Como houve morte, a pena pode sofrer aumento de um sexto a um terço.

A repercussão foi imediata: nas redes sociais, a ativista Luísa Mell manifestou indignação:

“Monstros! Como pode gente? … Cortaram as patas de um cavalo porque ele não aguentava mais andar!”

A cantora Ana Castela também condenou o crime e conclamou a mobilização da sociedade.

Além disso, a Associação Nacional dos Municípios e Meio Ambiente (Anamma) emitiu nota de repúdio e a Prefeitura de Bananal comunicou que encaminhou o caso à Delegacia de Polícia e à Polícia Ambiental para investigação rigorosa, com objetivo de responsabilizar os envolvidos