Medida anunciada pelo governo de Donald Trump entrou em vigor nesta quarta-feira (21) e afeta milhares de planos de imigração; saiba o que muda e quem ainda pode viajar.
A quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, amanheceu com uma notícia que caiu como um balde de água fria para milhares de brasileiros: os Estados Unidos suspenderam oficialmente a emissão de vistos de imigrante para cidadãos do Brasil. A medida, que faz parte de uma nova diretriz do governo de Donald Trump, não atinge apenas o nosso país, mas coloca o Brasil em uma lista de nações que agora enfrentam barreiras severas para quem deseja morar e trabalhar legalmente em solo americano.
O que está acontecendo na prática? A suspensão foca nos chamados “vistos de imigrante”. Ou seja, se você estava no meio de um processo para obter um Green Card, seja por meio de oferta de trabalho, investimento ou por ter parentes que já são cidadãos americanos, o seu processo foi paralisado. O governo dos EUA alega que a medida é necessária para priorizar a segurança nacional e o emprego dos próprios americanos.
A porta-voz da Casa Branca foi enfática ao declarar que “o visto americano é um privilégio, não um direito”. Essa frase resume bem a postura da atual gestão: um endurecimento nas fronteiras e uma seleção muito mais rígida de quem entra no país.
Quem ainda pode viajar? É muito importante não entrar em pânico. Se o seu plano é apenas passear na Disney, visitar Nova York ou fazer uma viagem de negócios rápida, a regra é diferente. Os vistos de não-imigrante, como o de turista (B1/B2), continuam válidos e ainda podem ser solicitados, embora o rigor nas entrevistas nos consulados tenha aumentado consideravelmente.
Além disso, pessoas com dupla cidadania (de países que não estão na lista de restrição) ou profissionais de saúde em áreas de extrema necessidade podem encontrar exceções, mas cada caso será analisado sob uma lupa minuciosa.
O impacto no Brasil O Brasil é historicamente um dos países que mais envia turistas e imigrantes qualificados para os Estados Unidos. Especialistas apontam que essa decisão pode gerar um efeito dominó na economia e nos planos de vida de famílias inteiras que já haviam vendido bens e se preparado para a mudança.
O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, informou que está acompanhando a situação e buscando diálogo para entender a extensão das restrições, mas a soberania americana sobre quem entra em seu território é absoluta. Para quem tem viagem marcada, a recomendação é checar o status do visto no site oficial da embaixada e não tomar nenhuma decisão drástica sem orientação jurídica especializada.