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Operação Game Over: Polícia Civil interdita camarote na Barra e apreende avião em ofensiva contra rifas ilegais

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Ação mira influenciadores digitais e esquemas de sorteios não autorizados que utilizam a estrutura do Carnaval de Salvador para lavagem de dinheiro

O clima de festa no Circuito Dodô (Barra-Ondina) foi interrompido por uma operação policial de grande impacto nesta quarta-feira de Carnaval. A Polícia Civil da Bahia, através da Delegacia de Repressão aos Crimes de Estelionato por Meio Eletrônico (Drecor-p), deflagrou a “Operação Game Over”. O alvo principal? Um esquema sofisticado de rifas ilegais e sorteios eletrônicos sem autorização federal que vinha movimentando milhões de reais.

Um dos pontos altos da operação foi a interdição de um camarote localizado em um ponto privilegiado da Barra. Segundo as investigações, o espaço não apenas servia para o entretenimento, mas era utilizado como base estratégica para promover os sorteios irregulares e para a lavagem de dinheiro oriundo dessas práticas.

Além do circuito: apreensão de avião e carros de luxo

A ofensiva da polícia não ficou restrita ao solo baiano e nem apenas aos camarotes. A justiça determinou o sequestro de bens de alto valor que ostentavam o poder econômico dos envolvidos. Entre os itens apreendidos, destaca-se uma aeronave, além de diversos carros de luxo e motocicletas que eram frequentemente utilizados como “iscas” nas redes sociais para atrair novos apostadores.

As investigações apontam que influenciadores digitais usavam o alcance de suas páginas para vender bilhetes por valores baixíssimos, prometendo prêmios grandiosos. O problema, segundo as autoridades, é que esses sorteios não possuem auditoria, não pagam impostos e, em muitos casos, o resultado é manipulado, configurando crime de estelionato e exploração de jogos de azar.

O impacto no Carnaval 2026

A interdição do camarote na Barra serve como um aviso claro da Secretaria de Segurança Pública: o Carnaval não é território livre para atividades ilícitas. A polícia monitora não apenas o que acontece nas ruas, mas também as movimentações financeiras que tentam se camuflar sob o brilho dos abadás e dos trios elétricos.

Informações extras obtidas junto aos órgãos de fiscalização indicam que os envolvidos podem responder por lavagem de dinheiro, associação criminosa e crimes contra a economia popular. A operação continua em curso, e novos mandados de busca e apreensão podem ser cumpridos ao longo dos próximos dias de folia. Para quem adquiriu ingressos para o espaço interditado, a orientação é buscar os órgãos de defesa do consumidor, já que a estrutura foi lacrada por ordem judicial.

Crédito: Perla Ribeiro/CORREIO