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Páscoa 2024: Preço do cacau dispara e chocolate deve ficar mais caro

Foto: Reprodução
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Clima adverso e escassez de matéria-prima preocupam indústria e consumidores

Com a Páscoa se aproximando, os consumidores que costumam celebrar a data com chocolates podem sentir um impacto no bolso este ano. Especialistas alertam que os preços dos chocolates devem estar mais altos, e a culpa recai sobre as condições climáticas desfavoráveis que têm prejudicado a produção de cacau, principal matéria-prima do chocolate.

Desde meados do ano passado, os preços do cacau vêm alcançando novos patamares no mercado internacional, impulsionados principalmente por variações climáticas. O fenômeno La Niña, seguido pelo El Niño, afetou a produção global do fruto, especialmente nos principais países produtores, como Costa do Marfim e Gana. Além disso, a chegada de ventos do deserto do Saara, conhecidos como Harmattan, agravou a situação, resultando na perda de grande parte da florada do cacau.

Segundo Fernando Vichi, COO do Grupo CRM, responsável por marcas como Kopenhagen e Brasil Cacau, a indústria se preparou para a Páscoa deste ano com preços do cacau entre 30% e 40% mais altos do que no ano anterior. Esse aumento nos custos deve refletir diretamente no preço final dos chocolates.

Embora a expectativa seja de uma Páscoa recorde em termos de vendas, o aumento nos preços preocupa tanto os consumidores quanto a indústria de chocolate. Enquanto produtos mais simples e industrializados devem sofrer um aumento mais significativo, itens mais elaborados conseguem diluir o impacto do preço do cacau em relação a outros custos de produção.

Especialistas alertam que o aumento nos preços já se faz sentir, com um aumento de 1,09% nos chocolates em barra e bombons em janeiro, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A situação é ainda mais preocupante para grandes fabricantes como a Hershey’s, que espera que os preços históricos do cacau limitem o crescimento de seus lucros este ano. O analista do Rabobank, Paul Joules, destaca que as doenças que afetam os cacaueiros na África Ocidental são piores do que nos anos anteriores, e não há outro tratamento além de cortar as árvores e replantá-las.

Com os futuros de cacau atingindo recordes de preço, a preocupação com a oferta e a liquidez do mercado aumenta, deixando consumidores e indústria de chocolate em alerta.

Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

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