O aumento no preço do querosene de aviação está pesando no bolso das empresas e o reflexo chega direto ao consumidor final com menos opções de rotas.
Viajar de avião está ficando cada vez mais desafiador para o bolso dos brasileiros. O motivo principal é a escalada nos preços do combustível de aviação, que representa um dos maiores custos operacionais das companhias aéreas. Para tentar equilibrar as contas, as empresas do setor estão adotando medidas drásticas: o aumento no valor das passagens e a redução de rotas menos lucrativas.
Segundo especialistas do setor, o querosene de aviação sofreu reajustes significativos nos últimos meses, influenciado pela cotação do petróleo no mercado internacional e pela variação do dólar. Como o combustível chega a representar cerca de 40% dos custos totais de um voo, as companhias afirmam que não conseguem absorver essa alta sem repassar parte do valor para as tarifas.
Além dos preços mais altos, o passageiro também deve sentir uma diminuição na oferta de voos. Muitas empresas estão revisando sua malha aérea e cancelando trajetos que não apresentam uma ocupação mínima que justifique o gasto com combustível. Isso significa que cidades menores ou destinos menos procurados podem ter seus voos reduzidos ou até suspensos temporariamente.
O cenário exige que o consumidor se planeje com ainda mais antecedência para garantir preços melhores. As associações que representam as empresas aéreas alertam que, enquanto o preço do combustível não se estabilizar, o setor continuará trabalhando com margens apertadas, o que dificulta a queda nos preços das passagens a curto prazo.