Curta-metragem documental “Green Lava” aborda superação, fé e espírito comunitário na vida de um jovem italiano que convive com distrofia muscular.
O Vaticano vai inscrever uma produção audiovisual para concorrer a uma vaga no Oscar pela primeira vez em quase um século de premiação. A obra escolhida para esse passo histórico é o curta-metragem documental “Green Lava”, que buscará uma indicação na categoria de melhor curta documental da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.
Com 39 minutos de duração, o filme acompanha a trajetória de Giacomo Mattivi, um jovem italiano que vive com distrofia muscular de Duchenne — uma doença genética e degenerativa. Ambientado na região das Dolomitas, uma cadeia de montanhas nos Alpes no norte da Itália, o documentário retrata a rotina do rapaz após a perda de seu irmão, Mattia, e mostra como ele encontra forças para superar as limitações físicas na fé, no apoio da comunidade local e na conexão com a natureza.
A obra é dirigida por Lia Beltrami e Ali Aksu, produzida pela Emotions to Generate Change e realizada em colaboração direta com os canais oficiais de comunicação da Santa Sé: Vatican News, Radio Vaticana e Vatican Media. Para cumprir os requisitos de elegibilidade exigidos pela Academia, o curta realizou uma temporada de exibição em salas de cinema de Los Angeles antes de formalizar a documentação de inscrição.
Diferentemente da categoria de Melhor Filme Internacional, na qual cada país precisa indicar formalmente um único representante por meio de um comitê nacional, a categoria de curtas-metragens permite inscrições diretas por parte dos produtores, sem a necessidade de um endosso governamental oficial.
Em comunicado, o chefe do Dicastério para a Comunicação do Vaticano, Paolo Ruffini, celebrou a oportunidade de levar a mensagem do filme ao público global, destacando que a história de vida e resiliência de Giacomo merece ser conhecida mundialmente como uma reflexão sobre a gentileza, a inclusão e o espírito de comunidade.