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Petrobras alcança maioria feminina em sua diretoria executiva pela primeira vez na história

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Com a nomeação de Angélica Garcia Cobas Laureano para Transição Energética e Sustentabilidade, estatal passa a ter cinco mulheres entre nove cargos de liderança, refletindo estratégia de diversidade e metas de sustentabilidade.

Na última sexta-feira (11), o Conselho de Administração da Petrobras elegeu a engenheira Angélica Garcia Cobas Laureano para a diretoria-executiva de Transição Energética e Sustentabilidade, vaga aberta com a saída de Mauricio Tolmasquim em maio. Com essa nomeação, a estatal forma um colegiado de nove executivos no qual cinco são mulheres, incluindo a presidente Magda Chambriard, e quatro são homens — marca inédita em seus mais de 70 anos de operação .

A composição feminina passa a contar com:

  • Magda Chambriard – Presidenta da Petrobras;
  • Clarice Coppetti – Diretora de Assuntos Corporativos;
  • Renata Baruzzi – Diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação;
  • Sylvia Anjos – Diretora de Exploração e Produção;
  • Angélica Laureano – Diretora de Transição Energética e Sustentabilidade.

Com 45 anos de carreira — 37 deles na Petrobras —, Angélica Laureano liderou áreas como Abastecimento, Gás e Energia, presidiu a Gaspetro e, desde 2024, comandava a operadora TBG (Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia‑Brasil). Em seu novo posto, ficará à frente das metas de zerar emissões líquidas até 2050, reforçando investimentos em descarbonização e diversificação de fontes renováveis .

O avanço simboliza o esforço da Petrobras para cumprir metas de equidade de gênero previstas em seu Plano Estratégico 2024‑2028 — que estabelece 25% de mulheres em cargos de liderança até 2030 — e reforça ações afirmativas implementadas desde 2023 pela Gerência de Diversidade, Equidade e Inclusão, alinhadas ao Programa Pró‑Equidade de Gênero e Raça do governo federal .

Segundo o estudo “Mulheres em Ações” da B3, apenas 6% das companhias listadas têm três ou mais mulheres em suas diretorias, enquanto 59% delas não contam com nenhuma executiva feminina – cenário que torna ainda mais relevante o feito da Petrobras .

“A diversidade torna o ambiente mais saudável e produtivo. Esperamos inspirar outras mulheres a buscar cargos de liderança, especialmente no setor de petróleo e gás, ainda majoritariamente masculino”, declarou Magda Chambriard ao oficializar a nova composição .

O mandato de Angélica Laureano vai até abril de 2027, quando será reavaliado pelo Conselho e encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Com isso, a estatal consolida uma governança mais alinhada a critérios ESG e fortalece sua posição na cena internacional de empresas que buscam equidade e compromisso ambiental.