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Pix Parcelado: o Banco Central libera nova forma de pagar compras com Pix em setembro

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
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Com regulamentação prevista ainda em setembro, o Pix Parcelado deve permitir que quem não tem cartão pague em parcelas, enquanto o vendedor recebe à vista — e o sistema ganha ainda mais força como alternativa ao crédito tradicional.

O Banco Central anunciou que o Pix Parcelado será oficialmente regulamentado ainda em setembro de 2025, com regras claras para seu funcionamento em todo o país. A novidade foi confirmada pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo, que comentou que a iniciativa já está disponível em alguns bancos, mas precisa de padronização nacional para oferecer segurança e clareza aos usuários.

A ideia é simples e prática: quem estiver pagando poderá parcelar a compra com juros cobrados pela instituição financeira, enquanto quem recebe o valor — lojas, prestadores de serviço ou mesmo pessoas — será pago na hora, com o valor total. Dessa forma, o Pix Parcelado surge como uma opção mais competitiva, especialmente para as cerca de 60 milhões de pessoas que não têm cartão de crédito, conforme estimativas do próprio BC.

Uma pesquisa recente do Google mostrou que 22% dos brasileiros já experimentaram o Pix parcelado oferecido de forma isolada por algumas instituições. Agora, com a regulamentação, o Pix Parcelado vira um produto financeiro oficial, com análise de crédito e padrões definidos para taxas, número de parcelas e prazos.

O sistema mantém a agilidade e segurança características do Pix, e promete custos menores que os do cartão de crédito tradicional. A expectativa é que isso estimule ainda mais o uso do Pix no varejo, especialmente em compras maiores, como eletrodomésticos e serviços mais caros.

Outros recursos, como Pix Automático, Pix por aproximação e boleto com QR Code, já foram lançados ao longo de 2025, mostrando o esforço do BC em modernizar e expandir o sistema Pix. A próxima meta, prevista para 2026, é o Pix em Garantia, que permitirá que empresas usem recebíveis Pix como garantia em operações de crédito — mais um passo para fortalecer o ecossistema financeiro digital.

Embora o movimento atraia olhares atentos do mundo financeiro, como uma investigação dos EUA sobre práticas anticoncorrenciais, o governo brasileiro defende o Pix como um sistema público, inovador e alinhado ao interesse da maioria dos brasileiros