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Placa tectônica está se rompendo no Oceano Pacífico e cientistas mostram fenômeno raro

Foto: AI/ScienceDaily.com
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Estudo publicado na revista Science Advances revela que a placa de Juan de Fuca está se fragmentando sob a América do Norte, em um processo que levará milhões de anos e não altera o risco de tremores no curto prazo.

Cientistas registraram uma cena inédita nas profundezas do Oceano Pacífico: o rompimento gradual de uma placa tectônica. Mapeada na região de Cascadia — local que se estende ao longo da costa noroeste da América do Norte —, a placa de Juan de Fuca está se fragmentando à medida que mergulha por baixo da placa Norte-Americana.

O estudo, publicado na revista científica Science Advances, foi liderado por pesquisadores que utilizaram uma tecnologia avançada chamada imagem de reflexão sísmica. O método funciona como um “ultrassom geológico”, emitindo ondas sonoras do mar em direção ao leito oceânico para captação dos ecos. A partir dessas imagens, a equipe conseguiu visualizar falhas profundas, fraturas e até um desnível de cerca de cinco quilômetros na estrutura rochosa.

Uma das rupturas identificadas pelos geólogos se estende por aproximadamente 75 quilômetros. Os dados revelaram que diferentes trechos da placa estão se separando em etapas: enquanto algumas partes ainda registram tremores de terra, outras mostram ausência de atividade sísmica, indicando que certos blocos já se desgarraram da estrutura principal.

Esse tipo de fragmentação representa os estágios finais de uma zona de subducção — processo no qual uma placa oceânica afunda em direção ao manto terrestre. Com o desligamento de pedaços da placa, abre-se o que os cientistas chamam de “janela de placa”. Por esse espaço, o material aquecido do manto pode subir, alterando a produção de magma e influenciando a atividade vulcânica na região ao longo do tempo.

Apesar da imponência do fenômeno, os especialistas reforçam que a transformação ocorre em escala de tempo geológica. O desmantelamento total da placa deve levar milhões de anos para se concretizar. Portanto, a descoberta não representa um risco imediato ou alteração repentina na ocorrência de terremotos e tsunamis para as populações costeiras na atualidade, embora a região continue sendo uma zona naturalmente sujeita a grandes eventos sísmicos.