Produzido pela Boxfish para o GNT e o Globoplay, o programa acompanha a rotina de seis empresárias que atuam no setor agro — negócios, família e vida de luxo se misturam em dez episódios que estreiam em outubro de 2025.
O universo do agronegócio brasileiro está em evidência de uma maneira diferente e chamativa — e agora ganha espaço de destaque na televisão. O doc-reality “Poderosas do Cerrado” mostra a rotina de seis mulheres que ocupam lugares de destaque na alta sociedade e nos negócios do campo, unindo poder, estilo e desafios em um ambiente onde o agro encontra o luxo.
Quem são elas e como o programa foi pensado
As protagonistas são a pecuarista Roseli Tavares, as empresárias Thaily Semensato, Andréa Mota, Cristal Lobo e Tana Lobo, além da influenciadora Layla Monteiro. Todas elas têm forte presença no agro ou na alta sociedade de Goiânia e regiões próximas.
O programa foi filmado em formato doc-reality, com direção de Rico Perez e roteiro de Ed Cruz. A produção aposta em dez episódios e estreia no Globoplay no dia 29 de outubro de 2025, com lançamento também no GNT.
O que o público vai ver
O programa mistura vários elementos:
- O universo empresarial do agro — fazendas, negócios, criação de animais, tecnologia, propriedades rurais.
- A vida pessoal dessas mulheres — família, filhos, eventos sociais, viagens, estilo de vida.
- Elementos de glamour — grifes, festas, viagens internacionais, luxo.
- Conflitos e dramas reais — parcerias, rivalidades, decisões difíceis, o papel de mulher num setor ainda masculino.
- A ambientação no Centro-Oeste brasileiro, que ocupa papel de cenário protagonista, mostrando que o agro não é só chão, terra e fazenda, mas também poder, influência e presença urbana.
Por que esse programa chama atenção
Há vários motivos para o “Poderosas do Cerrado” despertar interesse:
- Ele desloca o brilho dos grandes centros para o interior, para o agronegócio — um setor estratégico da economia brasileira muitas vezes visto sem glamour.
- Ele promove visibilidade feminina num ambiente historicamente dominado por homens: mulheres que lideram negócios, influenciam mercados e vivem sob holofotes.
- Ele explora o contraste entre tradição (campo, agro, terra) e modernidade/ostentação (moda, luxo, redes sociais).
- Em termos de entretenimento, é uma versão contemporânea de formatos como Mulheres Ricas (da Band) que mostrava socialites em São Paulo — aqui, a inovação está no “agro-pop”.
Quais são os desafios e críticas que podem surgir
- A ostentação demonstrada pode gerar desconforto num país com tantas desigualdades — alguns públicos podem ver como exibição excessiva.
- Mostrar apenas o glamour pode deixar de fora a realidade mais dura do agro: trabalho pesado, impacto ambiental, tensões de mercado.
- Para quem acompanha, pode parecer “show de poder” mais do que uma reflexão sobre o setor ou sobre as mulheres no agro.
- A representatividade também será avaliada: são seis mulheres muito bem-sucedidas; a diversidade de perfis (raça, renda, região) pode ser questionada.
O que isso significa para você, espectador
Mesmo que você não viva no agro ou acompanhe fazendas, esse tipo de programa serve para várias reflexões:
- Mostra que o agronegócio vai além da produção de alimentos — envolve negócios, tecnologia, serviços, redes sociais.
- Permite ver o papel crescente da mulher em espaços de poder e como isso se traduz em marca pessoal, gestão de empresas e visibilidade pública.
- Oferece entretenimento com aspecto aspiracional — você vê modos de vida, escolhas de estilo, decisões de negócios que normalmente não aparecem em programas convencionais.
- Pode abrir questionamentos sobre modelo de sucesso, sustentabilidade, representatividade e privilégio — o que você faz com seu espaço, como você se comporta no mundo.
“Poderosas do Cerrado” chega como um gleam de luz sobre a parte menos visível do agro brasileiro: o glamour, a influência e o poder feminino. É um programa que promete entreter, provocar, dar visibilidade e ainda trazer debates importantes — sobre gênero, economia, interior × capital, mundo rural × cidade. Um olhar diferente para o Brasil que produz, cresce e também brilha.