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Por que algumas pessoas são proibidas de comprar uma Ferrari?

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Personalizações radicais e comportamentos duvidosos podem levar clientes a serem banidos pela icônica marca italiana.

Adquirir uma Ferrari sempre foi visto como símbolo de status e poder aquisitivo. Contudo, possuir “apenas” o capital necessário para adquirir um dos carros mais desejados do mundo pode não ser o suficiente para garantir a compra. Isso porque, além de ter dinheiro, é necessário passar pelo crivo de um dos critérios mais seletivos da marca: o bom gosto. Pelo menos, é assim que a Ferrari enxerga os pedidos de personalização radicais, que podem levar à exclusão do cliente do seleto grupo de compradores.

Benedetto Vigna, CEO da Ferrari, tem sido claro ao afirmar que a marca está cada vez mais atenta a pedidos de personalização excessivos ou de mau gosto. Segundo fontes próximas à empresa, alguns clientes, mesmo com alto poder aquisitivo, podem ser vetados de adquirir carros da marca no futuro caso suas customizações fujam muito da estética e filosofia da Ferrari. Embora essa postura não seja uma novidade, ela tem se tornado mais rigorosa nos últimos tempos, com a intenção de preservar a imagem de luxo e exclusividade que a marca italiana representa.

O músico Joel Zimmerman, mais conhecido como Deadmau5, é um exemplo notório de cliente que foi proibido de comprar uma Ferrari. Em 2015, o DJ adquiriu uma Ferrari 458 Italia, mas fez uma personalização radical que gerou polêmica: ele mandou pintar o carro de uma maneira inusitada, com uma temática de um “rosto de rato” em homenagem ao seu famoso personagem Deadmau5. A personalização foi considerada excessiva e, como resultado, a Ferrari determinou que Zimmerman deveria desistir da marca, impondo-lhe uma concessão de compras futuras.

Além disso, um caso recente gerou bastante polêmica nas redes sociais. O influenciador digital Ruyter Poubel foi alvo de um falso comunicado que alegou que ele havia sido banido pela Ferrari após realizar uma personalização do personagem Relâmpago McQueen, da animação Carros , em sua Ferrari F8 Spider. A carta que circulou na internet, alegando que a Ferrari ou vetava futuras aquisições, era uma falsificação. No entanto, o episódio manifestou-se sobre até onde pode ir a liberdade dos clientes em relação às personalizações oferecidas pela marca.

A Ferrari, tradicionalmente muito reservada quando se trata de detalhes sobre seus processos internos, foi procurada para comentar sobre as regras de personalização e os critérios que determinam a aprovação ou recusa de pedidos. A Via Itália, representante oficial da marca no Brasil, foi contatada para esclarecer o controle da empresa sobre personalizações realizadas no país. No entanto, até ao momento, a Ferrari não emitiu uma resposta oficial sobre o assunto.

Apesar disso, o caso continua a atrair atenção, gerando debates sobre os limites da customização de um ícone automotivo como a Ferrari. Afinal, em uma marca que preza pela exclusividade e pela manutenção de sua imagem de luxo, o que pode ser considerado um pedido “de mau gosto”?