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Preços altos e problemas de infraestrutura marcam início da COP30 em Belém

Foto: Sergio Moraes/COP30
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Expectativa para o evento internacional contrasta com denúncias de valores elevados na rede hoteleira e relatos de falta de água em áreas do centro de convenções.

A COP30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, teve início em Belém com grande visibilidade internacional e a presença de chefes de Estado, autoridades e representantes de diversos países. O evento é considerado histórico para a Amazônia, que passa a ocupar o centro das discussões climáticas globais. No entanto, apesar da relevância, os primeiros dias foram marcados por críticas relacionadas ao aumento expressivo no preço de hospedagens e a problemas na infraestrutura local.

A jornalista da CNN Brasil, Daniela Lima, divulgou nas redes sociais valores cobrados por hotéis durante o período da conferência. Estabelecimentos que normalmente praticavam diárias entre R$ 200 e R$ 400 passaram a cobrar acima de R$ 3.000 por quarto simples. Suítes intermediárias chegaram a ultrapassar R$ 7.000 a diária. Em alguns casos, segundo hóspedes, era exigido pagamento integral antecipado e reserva mínima para todos os dias do evento.

Além dos hotéis, plataformas de aluguel temporário também apresentaram reajustes significativos. O que antes era anunciado por R$ 250 ou R$ 300 por dia saltou para valores entre R$ 1.500 e R$ 5.000. Moradores locais relataram ainda que casas simples em bairros afastados do centro começaram a ser ofertadas por preços considerados incompatíveis com a infraestrutura disponível.

Um levantamento divulgado por veículos independentes mostrou que restaurantes e serviços básicos também aumentaram seus valores. Em áreas próximas ao centro de convenções, refeições que antes custavam entre R$ 25 e R$ 40 passaram a ser vendidas por R$ 80 a R$ 140 durante os dias iniciais do evento. Táxis e serviços de transporte por aplicativo também registraram acréscimo nas tarifas.

Paralelamente à discussão sobre preços, o primeiro dia da conferência também foi marcado por relatos de falta de água em banheiros de uma das áreas do evento. Jornalistas e participantes relataram que o problema causou desconforto e atrasos no funcionamento de determinados setores. A situação levantou questionamentos sobre o nível de preparação da cidade, que há anos se organiza para sediar a conferência.

Mesmo com as dificuldades, a agenda diplomática seguiu. Um dos momentos mais simbólicos foi a tradicional “foto de família”, que reuniu líderes mundiais, ambientalistas, lideranças indígenas e representantes de organismos internacionais, reforçando a mensagem de união global pela preservação da Amazônia.

A realização da COP30 em Belém é vista como uma oportunidade para incentivar investimentos em infraestrutura, turismo sustentável e bioeconomia. No entanto, os episódios iniciais apontam para desafios que vão além do evento: eles revelam a necessidade de políticas permanentes para fortalecer a região, combater desigualdades e evitar práticas de exploração econômica durante grandes eventos.

Nos próximos dias, espera-se que as discussões avancem sobre metas de redução de emissões de carbono, proteção dos biomas amazônicos e investimento em comunidades tradicionais. Ao mesmo tempo, participantes e imprensa permanecem atentos às respostas das autoridades locais sobre os problemas já identificados.