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Primeiro Bebê Nasce de Mulher que Recebeu Transplante de Útero da Irmã no Reino Unido

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Em um marco histórico para a medicina reprodutiva, Grace Davidson, de 36 anos, deu à luz uma menina após receber um transplante de útero doado por sua irmã, Amy Purdie, de 42 anos. O nascimento ocorreu em fevereiro deste ano no Hospital Queen Charlotte and Chelsea, em Londres, representando o primeiro caso bem-sucedido desse tipo no Reino Unido.

Diagnóstico e Decisão pelo Transplante

Na adolescência, Grace foi diagnosticada com a Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser (MRKH), uma condição rara que resulta na ausência ou subdesenvolvimento do útero, afetando aproximadamente uma em cada 5.000 mulheres. Apesar de possuir ovários funcionais, a ausência do útero impedia que ela gestasse uma criança. Determinada a realizar o sonho da maternidade, Grace e seu marido, Angus Davidson, recorreram à fertilização in vitro (FIV), resultando no congelamento de sete embriões.

O Transplante e a Gravidez

Em 2023, Amy Purdie decidiu doar seu útero para a irmã, possibilitando que Grace passasse pelo transplante. Após a cirurgia bem-sucedida, Grace iniciou o tratamento de FIV, que culminou em uma gravidez saudável. Durante a gestação, ela utilizou medicamentos imunossupressores para evitar a rejeição do órgão transplantado. O parto ocorreu sem complicações, e a bebê recebeu o nome de Amy Isabel, em homenagem à tia e à cirurgiã responsável pelo procedimento, Isabel Quiroga.

Avanços na Medicina Reprodutiva

O primeiro nascimento de um bebê gestado em útero transplantado ocorreu na Suécia, em 2014. Desde então, aproximadamente 50 crianças nasceram em todo o mundo por meio dessa técnica inovadora. Estudos indicam que cerca de 80% dos transplantes de útero resultam em partos bem-sucedidos, oferecendo esperança a muitas mulheres com infertilidade uterina. ​

Perspectivas Futuras

O sucesso do caso de Grace e Amy reforça o potencial dos transplantes de útero como alternativa viável para mulheres que, de outra forma, não poderiam engravidar. Especialistas acreditam que, com o avanço das técnicas cirúrgicas e dos cuidados pós-operatórios, essa abordagem poderá se tornar mais acessível e comum no futuro.