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Prisão do fundador da Ultrafarma e executivo da Fast Shop expõe esquema bilionário de corrupção em SP; Entenda

Reprodução/Ultrafarma
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Sidney Oliveira, da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, da Fast Shop, foram detidos em operação que revelou pagamento de propina milionária a auditores fiscais para facilitar créditos de ICMS desde 2021.

Na manhã do dia 12 de agosto de 2025, o Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Ícaro, que resultou na prisão temporária de Sidney Oliveira, fundador da rede Ultrafarma, e de Mário Otávio Gomes, diretor estatutário da Fast Shop, além de auditores fiscais ligados à Secretaria da Fazenda do estado de São Paulo. A ação teve como objetivo desarticular um esquema suspeito de corrupção envolvendo a manipulação de pedidos de ressarcimento de créditos de ICMS, recebidos por empresas do varejo, em troca de propinas que somam mais de R$ 1 bilhão desde 2021.

Segundo a investigação, o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto atuava como o principal articulador do esquema. Ele coletava documentos das empresas, protocolava os pedidos de ressarcimento e os aprovava, muitas vezes liberando valores superiores e em prazos reduzidos. Os pagamentos não eram feitos diretamente a ele, mas por meio de uma empresa registrada no nome de sua mãe — uma professora aposentada — que teve um aumento patrimonial alarmante nos últimos anos.

O volume de recursos movimentados pelo esquema é astronômico: apenas a empresa da mãe do auditor recebeu dezenas de milhões da Fast Shop em 2021 e chegou a mais de R$ 600 milhões em 2022. No total, os promotores estimam que o auditor tenha acumulado propinas de mais de R$ 1 bilhão.

A operação, que arrecadou mandados de prisão, buscas, apreensões e sequestros de bens, teve início após investigadores notarem um salto patrimonial incomum em um faturamento familiar, o que levantou suspeitas que foram confirmadas com quebras de sigilo, interceptações e análise de e-mails trocados entre os investigados.

Além do montante em dinheiro, a polícia apreendeu esmeraldas, documentos eletrônicos, joias e outros itens de valor nas residências ligadas aos investigados.

Em paralelo à vida empresarial, a prisão de Sidney Oliveira chamou ainda mais atenção em razão de sua trajetória e vida pessoal. Em 2024, ele se casou com a tailandesa Sai Ponjan, em uma cerimônia tradicional budista realizada em Bangkok, com trajes típicos e a presença de seu filho de 8 anos e convidados como o ex-técnico da Seleção Brasileira, Dunga. Assim, o episódio traz à tona uma dualidade entre a imagem pública de empresário bem-sucedido e os graves indícios de condutas ilícitas investigadas pelo Ministério Público.