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Profissionais salvam 16 baleias encalhadas no Rio Grande do Norte

Foto: Ricardo Morais/Uern.
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Operação coordenada por universidades e centros de estudo conseguiu devolver os animais ao mar aberto após esforço conjunto de diversos setores da sociedade

Um grupo de 16 baleias encalhadas em uma praia do Rio Grande do Norte foi salvo graças à união de profissionais de diferentes setores. A operação, que durou 7 horas, levou os animais de volta ao mar aberto em uma ação coordenada pelo projeto Cetáceos da Costa Branca, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern), e pelo Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (Cemam).

Na última sexta-feira, 31 de maio, 21 baleias-pilotos encalharam na praia de Pititinga, no município de Rio do Fogo, RN. Infelizmente, cinco desses animais não resistiram, mas a equipe de voluntários organizou uma operação especial para resgatar as 16 baleias sobreviventes.

Operação de Resgate

A iniciativa, liderada por Flávio Lima, coordenador do projeto Cetáceos, foi amplamente planejada. “Levamos os animais vivos que restavam na praia a quase 6 quilômetros da costa”, explicou Lima. A operação contou com biólogos, veterinários, pescadores e até agentes do Corpo de Bombeiros, utilizando várias embarcações e uma grande rede de pesca.

O presidente do Cemam, Daniel Solon, destacou a complexidade da operação: “Foi um encalhe raro, de grande complexidade, que necessitou de recursos financeiros e humanos. Conseguimos juntos um grande sucesso.”

Causas e Monitoramento

Especialistas acreditam que o encalhe foi causado por desorientação espacial, possivelmente devido a uma infecção de parasitas nos aparatos auditivos das baleias, conforme identificado pelo Projeto Cetáceos. A fêmea matriarca do grupo, que estava debilitada e nadando de lado, reforçou essa teoria.

A equipe continuará monitorando as baleias para evitar novos encalhes. “Estamos percorrendo pontos próximos ao local original do encalhe para garantir que os animais não voltem”, acrescentou Lima.

Desafios e Esforços Conjuntos

A operação envolveu 25 profissionais e o uso de barcos cedidos por pescadores locais. A equipe cercou os animais com uma rede de mais de 20 metros, usando embarcações, jangadas e jet skis para guiá-los até o mar aberto.

A ação demonstra a importância da colaboração entre diversas áreas da sociedade para enfrentar desafios ambientais. A continuidade do monitoramento é crucial para garantir a segurança dos animais, que são suscetíveis a encalhes devido à sua natureza de seguir um líder.

A história é um exemplo de resiliência e cooperação em prol da preservação da vida marinha, mostrando que, com esforço coletivo, é possível alcançar grandes feitos na conservação ambiental.

Foto: Ricardo Morais (Uern)

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