Força-tarefa ambiental atua na Ilha de Itaparica para conter avanço do Chromonephthea braziliensis, espécie que ameaça biodiversidade marinha
Uma operação conjunta envolvendo mais de 20 mergulhadores, especialistas, voluntários, instituições públicas, ONGs e universidades resultou na remoção de 2.939,425 quilos do coral invasor Chromonephthea braziliensis das águas da Ilha de Itaparica, na Baía de Todos-os-Santos. A ação, realizada entre os dias 16 e 20 de maio, foi coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) estadual e marca uma etapa significativa no combate a essa espécie exótica que compromete a biodiversidade local.
O Chromonephthea braziliensis, originário do Oceano Indo-Pacífico, foi identificado na região há cerca de um ano, provavelmente introduzido por meio de incrustações em plataformas de petróleo provenientes do Rio de Janeiro. Sua presença tem causado preocupação devido à capacidade de competir por espaço com corais nativos e liberar substâncias que afetam negativamente outras espécies marinhas.
A operação subaquática na Ilha de Itaparica é parte de um esforço contínuo para erradicar o coral invasor e proteger os ecossistemas marinhos da Baía de Todos-os-Santos. Além da remoção manual dos corais, a força-tarefa planeja monitorar as áreas afetadas para evitar a reincidência e avaliar a recuperação da biodiversidade local.
A presença do Chromonephthea braziliensis não se limita à Bahia. Relatos indicam sua ocorrência em outras regiões do litoral brasileiro, como Alagoas e Pernambuco, o que reforça a necessidade de ações coordenadas para controlar sua disseminação.
A Baía de Todos-os-Santos é uma das mais importantes áreas marinhas do Brasil, abrigando uma rica diversidade de espécies e desempenhando papel crucial na economia local, especialmente na pesca e no turismo. A invasão do coral exótico representa uma ameaça significativa a esse patrimônio natural, exigindo vigilância constante e colaboração entre diferentes setores da sociedade para sua preservação.