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Remédios em supermercados: farmácias apostam no atendimento especializado para manter clientes

Foto: Reprodução
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Nova legislação autoriza a venda de medicamentos em estabelecimentos alimentícios, mas grandes redes farmacêuticas acreditam que a confiança do público fará a diferença.

Uma mudança recente na legislação brasileira promete movimentar o setor varejista. A Lei nº 15.357/2026, publicada no Diário Oficial da União, agora autoriza que supermercados vendam medicamentos. Apesar da nova concorrência, os líderes do setor farmacêutico demonstram tranquilidade e confiam no diferencial do atendimento especializado para manter a competitividade.

Marcos Colares, CEO do grupo DPSP (que engloba as drogarias São Paulo e Pacheco), avalia que o cuidado com a saúde é um segmento único e muito diferente do varejo comum. Para ele, a força das marcas farmacêuticas foi construída ao longo de décadas com base na confiança e no relacionamento direto com os pacientes, algo que os supermercados, focados em outros tipos de produtos, terão dificuldade em replicar.

De acordo com as novas regras, os supermercados não poderão apenas colocar os remédios nas prateleiras junto aos alimentos. Eles terão duas opções: montar sua própria estrutura de farmácia ou fechar parcerias com redes já existentes para operar dentro de seus espaços. De qualquer forma, as exigências sanitárias e de segurança serão as mesmas aplicadas às farmácias tradicionais, garantindo que os padrões de qualidade sejam mantidos.

Além disso, existem barreiras práticas para uma expansão desenfreada, como o espaço físico limitado em supermercados de bairro. Por outro lado, o setor farmacêutico se mostra aberto a parcerias, já que algumas redes já operam lojas dentro de grandes centros de compras. No fim das contas, a medida visa facilitar o acesso da população aos medicamentos, mas o mercado acredita que o consumidor continuará buscando o suporte técnico e a especialização das farmácias tradicionais.