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Revelação Arqueológica em Luxor: Túmulos Milenares de Estadistas Egípcios Desvendam Segredos do Novo Reino

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Uma missão egípcia descobre três jazigos funerários de mais de 3.000 anos, oferecendo novas perspectivas sobre a vida e a organização social do Antigo Egito.

O cenário místico de Luxor, na margem ocidental do Nilo, continua a ser uma fonte inesgotável de descobertas que reescrevem a história do Antigo Egito. Nesta terça-feira (27/05/2025), o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito anunciou a mais recente e significativa revelação: a descoberta de três túmulos datados de mais de 3.000 anos, pertencentes a proeminentes estadistas do período do Novo Reino (aproximadamente 1550 a 1070 a.C.). O achado, localizado na necrópole de Dra’ Abu El Naga – um importante sítio funerário não real – é fruto de uma missão arqueológica egípcia e oferece um vislumbre inédito sobre a vida de altos funcionários que serviram durante as 18ª, 19ª e 20ª dinastias.

A equipe de escavação, liderada por Abdel Ghaffar Wagdy, diretor-geral de antiguidades de Luxor, e coordenada por Mohamed Ismail Khaled, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, identificou os nomes e títulos dos proprietários dos túmulos por meio de inscrições hieroglíficas encontradas nas câmaras funerárias. Este é um feito notável, pois permite conectar os jazigos diretamente a figuras específicas do passado egípcio.

Um dos túmulos descobertos pertence a Amun-em-Ipet, da era Raméssida (19ª e 20ª dinastias), que se acredita ter trabalhado no templo ou na propriedade do deus Amon. Embora grande parte de sua tumba tenha sido destruída, as representações remanescentes de carregadores de mobiliário funerário e cenas de banquetes oferecem pistas sobre os rituais e a vida social da época. O jazigo de Amun-em-Ipet é caracterizado por um pequeno pátio que leva a uma entrada, seguida por um salão quadrado que culmina em um nicho.

Os outros dois túmulos datam da 18ª Dinastia, um dos períodos de maior prosperidade e poder do Antigo Egito. Um deles é de Baki, que serviu como supervisor de um silo de grãos. Sua tumba apresenta um pátio que antecede a entrada principal, além de um longo pátio em forma de corredor e um salão transversal que se conecta a um salão longitudinal ainda incompleto, contendo um poço de sepultamento. O terceiro túmulo pertence a um indivíduo identificado apenas como “S“, que desempenhava múltiplas e influentes funções: supervisor no Templo de Amon no oásis, escritor e prefeito dos oásis do norte. A tumba de “S” também possui um pequeno pátio com um poço, uma entrada principal e um salão transversal que leva a outro salão longitudinal – este também incompleto.

Dentro dos túmulos, foram encontradas diversas artefatos e estátuas, que agora serão meticulosamente estudados para fornecer mais informações sobre os costumes funerários, as crenças religiosas e o estilo de vida desses estadistas. A equipe de arqueólogos está trabalhando para completar a limpeza e o estudo das inscrições restantes, que prometem revelar ainda mais detalhes sobre a vida dos antigos egípcios.

Esta descoberta é mais um testemunho da riqueza arqueológica de Luxor, uma cidade que continua a surpreender o mundo com seu legado milenar. Descobertas anteriores este ano, como a de túmulos escavados na rocha e poços de sepultamento de 3.600 anos perto do templo funerário da Rainha Hatshepsut, e a escavação de uma tumba com 11 sepulturas seladas datada do Reino Médio, reforçam a importância da região para a compreensão da civilização egípcia.

O Ministro do Turismo e Antiguidades do Egito, Sherif Fathy, classificou a descoberta como uma “conquista científica e arqueológica significativa” para o país, que certamente impulsionará o turismo cultural e atrairá mais visitantes interessados na rica herança do Egito. A preservação desses sítios e o estudo contínuo desses achados são cruciais para desvendar os mistérios de uma das civilizações mais fascinantes da história humana.