Em conversa espontânea com o ministro das Finanças norueguês, Trump mencionou seu interesse no prêmio enquanto também tratava de tarifas, levantando especulações sobre sua estratégia diplomática.
Em julho de 2025, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma ligação surpreendente para Jens Stoltenberg, atual ministro das Finanças da Noruega e ex-secretário-geral da Otan — enquanto ele caminhava em Oslo. O motivo oficial? Discutir tarifas e cooperação econômica. Mas, em paralelo, Trump deixou claro seu interesse em ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz. A ligação foi relatada pelo jornal norueguês Dagens Næringsliv e confirmada por meio de fontes governamentais.
Segundo a reportagem, Trump disse diretamente: “Ele queria o Prêmio Nobel — e discutir tarifas”. Stoltenberg limitou-se a afirmar que a conversa tratou de comércio e serviu de preparação para uma ligação posterior entre Trump e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, mas se recusou a comentar os detalhes da menção ao Nobel.
A ligação também contou com a presença de membros importantes da equipe americana, como o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante de Comércio, Jamieson Greer.
Essa não foi a primeira vez que Trump trouxe o assunto à tona. Ele já vinha se manifestando publicamente, afirmando com frequência que merecia o Nobel da Paz — algo que quatro ex-presidentes norte-americanos já receberam, como Barack Obama e Jimmy Carter.
Em 2025, Trump foi nomeado por diferentes países — entre eles Israel, Paquistão, Camboja — por seu papel na mediação de acordos de cessar-fogo ou nos esforços diplomáticos em zonas de conflito. A lista de indicação inclui suas intervenções em cessar-fogos entre Índia e Paquistão, processos de mediação no Oriente Médio e iniciativas com Armênia e Azerbaijão.
No entanto, analistas têm criticado essas tentativas como parte de uma busca estratégica e de autopromoção, em vez de repleta substância real de pacificação.
Vale lembrar que o Prêmio Nobel da Paz é concedido anualmente, em Oslo, com anúncio em outubro, escolhido por um comitê independente nomeado pelo Parlamento norueguês