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Sonda Parker da NASA inicia aproximação recorde do Sol

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Missão histórica da sonda não tripulada da NASA visa entender os mistérios do Sol e alcançar uma distância nunca antes registrada pela humanidade.

A NASA deu início a uma missão histórica nesta terça-feira (24), com a sonda solar Parker se aproximando do Sol de maneira recorde. A nave não tripulada, que foi lançada em agosto de 2018, vai voar a uma distância de 6,1 milhões de quilômetros da superfície solar, marca inédita que promete trazer avanços significativos no entendimento da estrela que sustenta a vida na Terra. A aproximação máxima, no entanto, ocorrerá apenas na sexta-feira (27), às 00h (horário de Brasília), quando a Parker chegará ao ponto mais próximo de sua missão.

Durante esse período, a sonda ficou desconectada da Terra, o que significa que não será possível se comunicar com a nave até o dia 27 de dezembro, quando ela deverá enviar um sinal confirmando que a missão foi completada com sucesso e que a nave está completa . Essa desconexão temporária faz parte da estratégia para realizar a profundidade e coletas de dados no ambiente extremo do espaço próximo ao Sol.

A missão tem como objetivo compreender os maiores mistérios do Sol, como o comportamento do fluxo de energia ao redor da estrela, o aquecimento da coroa solar (a camada superior da atmosfera solar) e os fatores que aceleram o vento solar. Para isso, a Parker voará impressionantes 692.000 milhas por hora, velocidade suficiente para percorrer a distância entre Washington e Tóquio em menos de um minuto. Caso o feito seja bem-sucedido, a sonda se tornará o objeto criado pela humanidade mais rápido da história, um marco para a ciência espacial.

Aproximadamente 6,1 milhões de milhas do Sol é uma distância extremamente próxima quando comparada aos padrões atuais da exploração espacial. A NASA utiliza uma analogia interessante para ilustrar essa proximidade: se a distância entre o Sol e a Terra fosse representada pelo comprimento de um campo de futebol americano, a Parker estaria a apenas 3,5 metros da linha final (end zone), ou seja, muito mais perto do que qualquer outra sonda já esteve.

Além das amostras e coleta de amostras, como partículas e campos magnéticos, a sonda estará em uma posição que permite até mesmo a possibilidade de voar dentro de uma soberania solar, caso o Sol libere uma. Para enfrentar as condições extremas dessa proximidade, a Parker foi equipada com um escudo de carbono altamente resistente, com 11,4 centímetros de espessura e 2,4 metros de largura, capaz de suportar temperaturas de até 1.400ºC. Durante a missão, os cientistas preveem que a sonda enfrentará temperaturas em torno de 980ºC.

A missão Parker Solar Probe já obteve resultados significativos desde sua implantação. Em 2021, ela se tornou o primeiro espaçonave a “tocar o Sol”, ao se aproximar da coroa solar, coletando dados cruciais para a compreensão do comportamento solar. Este novo registro de proximidade é apenas o primeiro de três outros programados para ocorrer, com mais aproximações previstas para 2025.

Ao longo da missão, que terminará em 2025, a Parker completará um total de 24 órbitas ao redor do Sol, fornecendo dados valiosos que irão enriquecer o entendimento dos cientistas sobre o Sol e seus efeitos sobre o nosso sistema solar, incluindo o impacto do vento solar na Terra e em outros planetas. A missão também ajudou a fornecer respostas a perguntas sobre o clima espacial e como ele afeta a tecnologia e a vida no planeta.