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Surto de doenças respiratórias leva estados e cidades brasileiras a decretarem emergência em saúde pública

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Minas Gerais e Florianópolis enfrentam aumento expressivo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, com internações e mortes em alta; medidas emergenciais são adotadas para conter crise sanitária

O Brasil enfrenta uma nova crise sanitária com o aumento expressivo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), levando estados e municípios a decretarem situação de emergência em saúde pública. Minas Gerais e a cidade de Florianópolis, em Santa Catarina, estão entre os mais afetados, registrando milhares de internações e centenas de mortes desde o início de 2025.

Minas Gerais em alerta máximo

Em 2 de maio de 2025, o Governo de Minas Gerais decretou situação de emergência em saúde pública por 180 dias devido ao aumento dos casos de SRAG. Até 26 de abril, o estado registrou 26.817 internações e 397 mortes pela doença. Crianças de até 1 ano e idosos acima de 60 anos concentram a maioria das internações.

O decreto permite a adoção imediata de ações administrativas e assistenciais, como a contratação de profissionais e aquisição de insumos. Além disso, foi criado o Centro de Operações de Emergências em Saúde por SRAG (COE-Minas-SRAG) para monitorar e coordenar as ações durante o período de emergência.

Cidades mineiras também decretam emergência

Seis cidades mineiras, incluindo Belo Horizonte, Betim, Conselheiro Lafaiete, Contagem, Pedro Leopoldo e Santa Luzia, também decretaram emergência em saúde pública devido ao aumento de casos de doenças respiratórias. Em Belo Horizonte, o número de pessoas diagnosticadas com SRAG aumentou 49% em abril em relação a março, alcançando 63.217 casos.

Florianópolis enfrenta colapso nos serviços de saúde

A prefeitura de Florianópolis decretou, em 1º de maio, estado de emergência em saúde pública por 180 dias devido ao aumento dos casos de SRAG. A medida foi motivada pela elevação nas internações de crianças e adultos, aumento de 260% nos casos registrados em abril e necessidade crescente de transferências de pacientes das UPAs para os hospitais.

Causas e medidas preventivas

O aumento dos casos de SRAG é atribuído à circulação dos vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza A, que afetam principalmente crianças pequenas e idosos. A vacinação contra a gripe foi ampliada para toda a população acima de 6 meses em Minas Gerais. No entanto, ainda não há vacina disponível para o VSR, o que torna essencial que pais e responsáveis levem seus filhos para vacinar e, em caso de sintomas, evitem o contato com outras crianças para reduzir a transmissão.