google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

SUS agora oferece apoio gratuito e online para quem sofre com vício em apostas eletrônicas

Foto: Reprodução
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, o Ministério da Saúde lança teleatendimento focado em ajudar apostadores e suas famílias a superarem a compulsão pelas “bets”

O cenário das apostas online, as famosas “bets”, deixou de ser apenas uma questão de entretenimento para se tornar um desafio de saúde pública no Brasil. Reconhecendo essa realidade, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (3) uma iniciativa fundamental: o Sistema Único de Saúde (SUS) agora conta com um serviço de teleatendimento gratuito voltado especificamente para pessoas que sofrem com a compulsão por jogos de azar.

O projeto é fruto de uma colaboração estratégica com o Hospital Sírio-Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS). O foco principal é acolher brasileiros com 18 anos ou mais que sentem que perderam o controle sobre as apostas, além de oferecer suporte para seus familiares e redes de apoio, que muitas vezes também adoecem junto com o jogador.

Como funciona o tratamento

Diferente de uma conversa informal, o serviço oferece um acompanhamento estruturado. As consultas são realizadas por chamada de vídeo, duram cerca de 45 minutos e fazem parte de um ciclo de cuidado que pode chegar a até 13 sessões por paciente. O atendimento pode ser individual ou em grupo, dependendo da necessidade de cada caso.

A equipe é multidisciplinar, contando com psicólogos e terapeutas ocupacionais preparados para lidar com o vício. Quando necessário, há o suporte de médicos psiquiatras, além de uma integração com a assistência social e a medicina da família para garantir que o paciente seja assistido de forma completa em sua própria comunidade.

A necessidade do atendimento virtual

De acordo com o ministro Padilha, o sofrimento mental causado pelas apostas eletrônicas vai muito além da saúde; ele destrói finanças e rompe laços familiares. Dados dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) mostram que cerca de 3 mil pessoas buscam ajuda presencial anualmente por esse motivo, mas o governo sabe que o número de pessoas sofrendo em silêncio é muito maior.

O teleatendimento surge como uma barreira contra o preconceito. Muitas vezes, o apostador tem vergonha ou medo de ser julgado em um consultório físico. No ambiente online, o acesso é mais reservado, seguro e direto. A meta ousada do ministério é ampliar a capacidade de atendimento, que começa com 600 vagas mensais, para até 100 mil acolhimentos por mês.

Passo a passo para conseguir ajuda

Para quem precisa de suporte, o caminho começa na palma da mão, através do aplicativo Meu SUS Digital:

  1. Cadastro: O usuário acessa o app e realiza o login.
  2. Autoteste: O sistema oferece um questionário científico que ajuda a identificar o nível de dependência.
  3. Encaminhamento: Se o risco for moderado ou alto, o agendamento para a videoconferência é automático. Em casos de baixo risco, o app orienta sobre onde encontrar ajuda nas Unidades Básicas de Saúde locais.

Além do aplicativo, a Ouvidoria do SUS, através do número 136, já está com equipes treinadas para orientar a população sobre o tema via telefone, WhatsApp ou chatbot.