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SUS inicia distribuição de medicamento inovador para câncer de mama e amplia arsenal terapêutico

crédito: João Risi/MS
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Trastuzumabe entansina chega ao Brasil para tratar casos mais agressivos; protocolo nacional também incorpora novos remédios e procedimentos

O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo marcante no combate ao câncer de mama: o primeiro lote do medicamento Trastuzumabe Entansina foi entregue ao Brasil, com previsão de atender 100% da demanda pública para os casos do tipo HER2-positivo ainda em 2025. Esse tratamento de última geração é considerado uma das mais recentes conquistas da oncologia nacional.

O lote inicial conta com 11.978 unidades, divididas entre doses de 100 mg e 160 mg, e deverá beneficiar 1.144 pacientes até o fim do ano. O investimento total do governo na aquisição é de R$ 159 milhões, com negociações que resultaram em preços cerca de 50% menores que os praticados no mercado privado. Estão previstas outras remessas em dezembro de 2025 e em março e junho de 2026 para completar o atendimento nacional.

Esse novo tratamento atua como alternativa para mulheres que continuam com sinais da doença após a quimioterapia inicial. A expectativa é que ele possa reduzir em até 50% o risco de morte ou de recidiva nos casos indicados — um impacto significativo para quem enfrenta essa forma agressiva da doença.

Novos protocolos e medicamentos também incorporados

A iniciativa de distribuir o Trastuzumabe Entansina faz parte de um movimento maior de atualização do tratamento oncológico no SUS. Já foi publicado um novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para o câncer de mama, unificando cuidados e incorporando cinco procedimentos até então não acessíveis amplamente. Entre eles:

  • Inibidores de CDK 4 e 6 (novos medicamentos que atuam no controle do ciclo celular)
  • Supressão ovariana medicamentosa e hormonioterapia
  • Uso ampliado de neoadjuvância em estádios I a III
  • Desenvolvimento de terapias complementares de suporte
  • Videolaparoscopia para cirurgias minimamente invasivas no oncologia

Também o Trastuzumabe Entansina foi oficialmente incluído nas opções de tratamento do SUS para pacientes HER2-positivo que ainda apresentam atividade da doença. Com essas mudanças, a expectativa é que o acesso aos tratamentos seja mais igualitário em todo o país, reduzindo disparidades regionais.


O que muda para pacientes e para o sistema

Com essa nova medicação e o protocolo revisado, pacientes com câncer de mama (especialmente nos casos mais agressivos) ganham opções mais modernas e eficazes, o que pode representar melhor qualidade de vida, menor mortalidade e menor chance de regressão da doença.

Para o SUS e gestores públicos, o desafio será garantir distribuição, logística, capacitação de equipes médicas, exames de suporte (para confirmar indicações) e monitoramento contínuo da resposta terapêutica. Também será necessário integrar esse novo arsenal ao tempo legal garantido para início do tratamento (até 60 dias após confirmação).

Além disso, a expansão das diretrizes e dos medicamentos evidencia uma mudança no acesso: não basta apenas oferecer procedimentos tradicionais, é preciso atualizar continuamente a rede, para estar em sintonia com os avanços da medicina.

Importância da detecção precoce e prevenção

Mesmo com tratamentos mais modernos, a detecção precoce continua sendo essencial. No SUS, mulheres a partir de 40 anos já podem solicitar mamografia mesmo sem sintomas, em decisão compartilhada com seu médico. Essa medida aumenta consideravelmente as chances de diagnóstico em estágio inicial.

Também são recomendadas práticas para reduzir o risco de câncer de mama: manter alimentação equilibrada, praticar atividade física regular, evitar consumo abusivo de álcool, não fumar e, sempre que possível, amamentar.

Mulheres devem estar atentas a sinais como caroços na mama ou na axila, alterações na pele (enrugamento, retração), secreções ou modificações no formato. Qualquer mudança merece avaliação médica.

Com essas iniciativas — tratamentos de vanguarda, protocolos mais amplos e ênfase na prevenção — o Brasil reforça sua aposta na saúde pública como ferramenta de promoção da vida.