Nova espécie encontrada em Agudo ajuda pesquisadores a entender como era a vida no Sul do Brasil antes do domínio dos dinossauros
Paleontólogos brasileiros identificaram uma nova espécie de réptil que viveu há cerca de 230 milhões de anos em solo gaúcho. O animal, que recebeu o nome científico de Elorhynchus carrolli, chama a atenção por uma característica bem peculiar: um focinho curvado que lembra muito o bico de um papagaio.
O fóssil foi encontrado em rochas na cidade de Agudo, na região central do Rio Grande do Sul. Ele pertence ao grupo dos rincossauros, animais herbívoros que foram muito comuns durante o Período Triássico. Esses répteis tinham dentes especializados para triturar plantas resistentes, funcionando como verdadeiras “ferramentas” naturais daquela época.
Com essa descoberta, o Brasil chega ao total de seis espécies conhecidas de rincossauros. Os pesquisadores destacam que o Elorhynchus carrolli viveu em um momento crucial da história do planeta, quando os primeiros dinossauros estavam começando a surgir.
A descoberta ajuda a montar o quebra-cabeça da biodiversidade pré-histórica do Rio Grande do Sul. Para os cientistas, entender como esses animais viviam e se espalharam ajuda a explicar as mudanças climáticas e geológicas que ocorreram milhões de anos antes da humanidade existir.