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Tesouro verde baiano: esmeralda de 241 kg vai a leilão com valor inicial de R$ 105 milhões

crédito: Reprodução/AGU
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Extraída da Serra da Carnaíba (BA), a raríssima jazida mineral, avaliada em mais de R$ 2 bilhões, será vendida de forma digital entre 18 e 23 de setembro; entenda tudo sobre sua história, estrutura e raridade geológica.

Uma das maiores e mais valiosas descobertas geológicas do Brasil está prestes a sacudir o mercado de pedras preciosas. Trata-se de uma imponente canga de esmeralda de 241 kg, com dimensões aproximadas de 90 cm por 40 cm, extraída na Serra da Carnaíba, em Pindobaçu, no norte da Bahia — uma região conhecida por suas ricas reservas de esmeraldas.

A peça está estimada em US$ 374 milhões, o que corresponde a mais de R$ 2 bilhões com a cotação atual. O leilão acontecerá online, entre os dias 18 e 23 de setembro, com lance inicial fixado em R$ 105 milhões.

De acordo com o gemólogo Norman Michael Rodi, formado pelo prestigiado GIA (Gemological Institute of America), essa canga supera enormemente as proporções comuns encontradas por aí. Ele destaca que os cristais de esmeralda têm formato hexagonal — típico da sua formação natural — exibindo uma tonalidade verde que vai do suave e leitoso ao translúcido e vibrante, com preservação impecável e contraste visual elevado.

O leiloeiro Erick Soares Teles reforça a raridade do achado: “Não é comum encontrar uma canga de esmeralda com essa magnitude e grau de preservação. Estamos diante de uma raridade geológica que sintetiza o fascínio que as esmeraldas despertam em todo o mundo.”Ele acrescenta que o comprador não leva apenas uma pedra preciosa, mas “um registro mineral único no mundo… um verdadeiro tesouro criado pela natureza com grande apelo financeiro”.

A Serra da Carnaíba vem sendo palco de descobertas impressionantes ao longo das últimas décadas, consolidando-se como um dos principais pontos de extração de esmeraldas no Brasil. Foram encontradas ao menos cinco cangas gigantes como essa, com peso variando entre 100 kg e impressionantes 404 kg, todas com valores estimados que variam de centenas de milhões a bilhões de reais.

Uma delas, de 380 kg, foi motivo de disputa internacional e finalmente repatriada ao Brasil em janeiro de 2025. Essas pedras não são apenas valiosas: representam parte do patrimônio natural e histórico do país, testamentos geológicos que merecem ser preservados e marcados com sua origem