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Tragédia na Venezuela: maior terremoto em 100 anos deixa mortos, rastro de destruição e reflexos no Brasil

Foto: Edilzon Gamez/Getty Images
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Tremores gêmeos de forte magnitude provocaram colapso de prédios e pânico geral; reflexos do abalo sísmico foram sentidos em pelo menos quatro capitais brasileiras.

A Venezuela enfrenta um dos cenários mais devastadores de sua história recente após ser atingida pelo maior terremoto dos últimos 100 anos. Uma sequência de tremores gêmeos de forte intensidade causou desabamentos de edifícios, bloqueio de vias e um rastro de destruição que mobilizou equipes de socorro em uma verdadeira corrida contra o tempo. Até o momento, a vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, confirmou que ao menos 164 pessoas morreram em decorrência dos abalos sísmicos.

O desastre teve início no início da noite com um tremor preliminar de magnitude 7,2 na escala Richter, registrado perto de San Felipe, capital do estado de Yaracuy. Apenas 40 segundos depois, um segundo terremoto ainda mais violento, de magnitude 7,5, atingiu a região a cerca de 23 quilômetros a sudeste de Yumare, no mesmo estado. A proximidade e a força sequencial dos eventos agravaram severamente o impacto nas estruturas físicas da região.

O estado costeiro de La Guaira foi um dos mais castigados e acabou sendo declarado oficialmente como “zona de desastre” pelo governo venezuelano. Na cidade de Macuto, um tradicional hotel de grande porte à beira-mar foi completamente reduzido a escombros. As redes de transporte também sofreram sérios danos: o aeroporto local teve sua infraestrutura comprometida por desabamentos parciais do teto e acúmulo de poeira e detritos, o que forçou a suspensão imediata de todas as operações aéreas.

Na capital, Caracas, o pânico tomou conta da população. Moradores do bairro de San Bernardino, uma das áreas mais afetadas da cidade, relataram momentos de puro terror. Testemunhas descreveram as vias públicas tomadas por pessoas em fuga e cenários que se assemelhavam a filmes de horror. A idade avançada de parte das edificações da capital contribuiu significativamente para a extensão dos danos materiais. Em resposta imediata, o governo suspendeu as aulas até o final da semana para que engenheiros e autoridades possam avaliar as condições estruturais das escolas, enquanto os hospitais reforçaram suas equipes de plantão para o atendimento emergencial dos feridos.

O impacto do abalo cruzou as fronteiras nacionais e foi sentido no Brasil. De acordo com o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), pelo menos quatro capitais brasileiras registraram tremores de terra como reflexo direto das ondas sísmicas originadas na região do Mar do Caribe. A Defesa Civil do Estado do Amazonas confirmou que os relatos de moradores locais estão diretamente ligados ao evento venezuelano. Especialistas alertam que réplicas de menor intensidade ainda podem ocorrer nos próximos dias nas áreas afetadas.

Apesar da ocorrência simultânea de outros abalos sísmicos ao redor do mundo no mesmo período, cientistas e sismólogos esclarecem que os fenômenos aconteceram em sistemas tectônicos totalmente independentes, tratando-se apenas de uma coincidência geológica dentro dos ciclos naturais da Terra. Atualmente, mais de 500 agentes de resgate e forças de segurança trabalham continuamente nos escombros na tentativa de localizar sobreviventes, enquanto nações da América Latina e os Estados Unidos já começaram a mobilizar ajuda humanitária e equipes especializadas para apoiar o país vizinho.