O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, Pix, registrou uma queda de 15,3% no número de transações nos primeiros 14 dias de janeiro de 2025 em comparação com o mesmo período de dezembro de 2024. Essa redução, a mais acentuada desde a implementação do sistema em novembro de 2020, coincide com a disseminação de notícias falsas sobre uma suposta tributação do serviço.
De acordo com dados do Banco Central (BC), entre 1º e 14 de janeiro, foram realizadas mais de 2,29 bilhões de transações via Pix, movimentando cerca de R$ 920 bilhões. No mesmo período de dezembro, ocorreram 2,7 bilhões de operações, totalizando aproximadamente R$ 1,12 trilhão.
A queda nas transações é transferida à circulação de notícias falsas que alegavam uma tributação iminente do Pix. Em resposta, o Banco Central divulgou um vídeo desmentindo essas informações e alertando sobre golpes relacionados. No vídeo, o BC enfatiza que não há qualquer previsão de cobrança pelo uso do Pix e orienta os usuários a não acreditarem em informações não oficiais.
Além disso, a Advocacia-Geral da União (AGU) solicita à Polícia Federal a abertura de uma investigação para identificar os responsáveis pela disseminação dessas notícias falsas. A AGU destacou que a propagação de notícias falsas prejudica a confiança no sistema financeiro e pode estar associada a tentativas de fraude.
Os especialistas recomendam que os usuários do Pix busquem informações apenas em fontes oficiais, como o site do Banco Central e canais de comunicação de instituições financeiras reconhecidas, para evitar vítimas de desinformação e possíveis golpes.