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Trânsito mais seguro: Salvador estuda redução de velocidade em avenidas movimentadas

Foto: Reprodução: Google Maps
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Seguindo diretrizes da OMS, capital baiana deve readequar limites de velocidade na Orla e na Garibaldi para proteger pedestres e reduzir acidentes.

Quem circula por Salvador já percebeu que o ritmo das avenidas está mudando, e essa transformação deve ganhar novos capítulos em breve. Três trechos importantes da capital estão na mira para uma redução no limite de velocidade, passando dos atuais 70 km/h para 60 km/h. As mudanças estão previstas para a Avenida Anita Garibaldi, a Avenida Octávio Mangabeira (especificamente ali nas proximidades do Centro de Convenções) e também na região do Corsário, onde a nova orla de Pituaçu tem atraído cada vez mais gente.

Essa iniciativa não é por acaso e nem surgiu do dia para a noite. Na verdade, Salvador segue um plano que começou lá em 2013, focado em tornar nossas ruas menos perigosas. De lá para cá, pelo menos 53 vias já passaram por essa readequação. O critério para escolher quais avenidas devem “pisar no freio” é bem claro: são locais onde o fluxo de pedestres é intenso e constante. Onde tem gente atravessando, praticando esportes ou circulando a pé, o carro precisa andar mais devagar.

O que dizem os especialistas? A prefeitura está alinhada com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para a organização, o ideal é que a velocidade em áreas urbanas não passe dos 50 km/h. Em locais estritamente residenciais ou com muitos ciclistas e pedestres, esse número deveria ser ainda menor: 30 km/h.

Os dados mostram que essa pequena diferença no velocímetro salva vidas de verdade. Segundo a OMS, se a velocidade média dos veículos cair apenas 5%, o número de mortes no trânsito pode ser reduzido em até 20%. É uma matemática que favorece a vida.

Próximos passos A estratégia da capital baiana tem sido pé no chão, com reduções graduais de 10 km/h naqueles pontos considerados críticos ou inadequados. E o trabalho não para por aqui: enquanto essas três avenidas se preparam para a mudança, outros pontos da cidade já estão sendo estudados pelas equipes de trânsito. O objetivo final é uma cidade onde o pedestre se sinta seguro e o motorista entenda que chegar alguns minutos depois é um preço pequeno a se pagar pela segurança de todos.