Sepultado fora do Vaticano, pontífice escolheu local por devoção à Virgem Maria e desejo de simplicidade
No domingo, 27 de abril de 2025, a Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, abriu suas portas para que fiéis pudessem visitar o túmulo do Papa Francisco, falecido em 21 de abril aos 88 anos. A sepultura, localizada próxima ao ícone mariano “Salus Populi Romani”, reflete a profunda devoção do pontífice à Virgem Maria e seu desejo por uma cerimônia fúnebre simples.
Ao longo de seu pontificado, Francisco visitou mais de 100 vezes a Basílica de Santa Maria Maior, especialmente antes e depois de viagens apostólicas, para rezar diante do ícone bizantino da Virgem. Em entrevista concedida em dezembro de 2023, o Papa expressou seu desejo de ser sepultado neste local, afirmando: “Como sempre prometi à Virgem, já está preparado o lugar, e quero ser enterrado em Santa Maria Maior. É minha grande devoção, muito grande.”
A escolha de não ser sepultado nas grutas do Vaticano, como é tradição entre os pontífices, marca uma ruptura significativa com os costumes da Igreja. Francisco é o primeiro papa em mais de um século a ser enterrado fora do Vaticano, desde Leão XIII, que foi sepultado na Basílica de São João de Latrão em 1903.
O túmulo é uma simples laje de mármore branco proveniente da Ligúria, região de origem dos antepassados do Papa, com a inscrição “Franciscus”. A sepultura foi financiada por um benfeitor anônimo e está situada entre a Capela Paulina e a Capela Sforza, próxima ao ícone mariano.
Durante o funeral, realizado na Praça de São Pedro em 26 de abril, líderes mundiais e milhares de fiéis prestaram homenagens ao pontífice. Após a cerimônia, o corpo de Francisco foi levado em procissão pelas ruas de Roma até a Basílica de Santa Maria Maior, onde foi sepultado em uma cerimônia privada.
A abertura do túmulo para visitação pública permite que fiéis de todo o mundo prestem suas homenagens ao Papa Francisco, cuja vida e pontificado foram marcados pela humildade, simplicidade e dedicação aos mais necessitados.