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Um ano sem Silvio Santos: SBT enfrenta a pior crise de audiência da sua história

FOTOS: REPRODUÇÃO/SBT
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Com Silvio ausente da TV desde sua morte, a emissora acumula queda nos números, instabilidade na grade e se aproxima da Band, deixando a Record cada vez mais distante.

No dia 17 de agosto de 2024, o Brasil perdeu uma de suas maiores vozes da televisão: Silvio Santos, aos 93 anos, morreu vítima de broncopneumonia após complicações de uma infecção por H1N1, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Exatamente um ano depois, o impacto dessa perda ainda ressoa no SBT, emissora criada e comandada por ele. Em 16 de agosto de 2025, o site Purepeople destacou que o canal enfrenta hoje a “pior crise de audiência da sua história”. O SBT está mais próximo da Band em números de audiência do que da Record, tradicional rival.

Esse cenário reflete a instabilidade na programação. Recentemente, a emissora promoveu mudanças repentinas na grade matinal — como inverter os horários de “Primeiro Impacto” e “Alô, Você”, e deslocar “Bom Dia & Cia” para o horário do almoço na Grande São Paulo — sem aviso prévio à imprensa. Essas ações revelam a dificuldade em encontrar um novo rumo após o fim da presença marcante de Silvio nas telas.

Aos domingos, a ausência do apresentador tornou-se mais sentida do que nunca. O canal, antes referência nesse dia, agora luta para manter relevância. A crise de audiência contribui também para resgatar memórias de sua imponência: Silvio foi o único artista que conseguiu construir um império televisivo fora da Globo, com o SBT nascendo em 1981, e por anos rivalizando com o canal líder.

Repercussões imediatas ao seu falecimento ainda ficaram marcadas nos bastidores e na audiência. O SBT demorou cerca de 1h30 para interromper a programação infantil e informar a morte do apresentador, atendendo a uma vontade expressa por ele para evitar atenção antecipada em sua despedida. Em meio ao choque, o plantão especial exibido pela emissora alcançou 7,9 pontos de audiência, registrando a segunda colocação naquele sábado.

Mas o impacto inicial não se sustentou. Desde a saída definitiva de Silvio, o SBT vem enfrentando dificuldades para encontrar nova identidade e reconquistar seu público. O distanciamento da liderança consolidada e a instabilidade na programação se somam à proximidade indesejada com a Band, enquanto afasta ainda mais a Record — justamente rival de maior estabilidade.

A ausência de Silvio Santos, assim, não é apenas simbólica: ela escancara um vácuo criativo e comercial difícil de preencher para o SBT, em um momento delicado que reacende questionamentos sobre o futuro e a estratégia que a emissora ainda tenta encontrar.