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União Europeia adia retaliação e joga por acordo com EUA antes de 1º de agosto

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Após ameaça de tarifas de 30% por parte dos Estados Unidos, o bloco europeu suspendeu medidas retaliatórias e intensifica negociações comerciais.

Em 13 de julho de 2025, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou em Bruxelas que a União Europeia (UE) decidiu adiar até 1º de agosto a imposição de tarifas retaliatórias sobre produtos americanos, inicialmente previstas para entrar em vigor imediatamente. A decisão ocorre um dia após o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, informar que aplicará tarifas de 30% sobre importações vindas da UE e do México a partir dessa data.

Von der Leyen afirmou que “este é o momento para negociação” e ressaltou o desejo do bloco por uma solução diplomática. Ao mesmo tempo, reforçou que a UE segue preparada, com pacotes de contramedidas avaliados em até 93 bilhões de euros, para serem implementados caso não haja acordo.

A disputa faz parte de uma série de tarifas impostas desde março de 2025: a UE já havia sido alvo de imposto de 25% sobre carros, 50% sobre aço e alumínio, além de 10% geral, com ameaças de ampliação. A resposta europeia incluiu um primeiro pacote tarifário de 21 bilhões de euros, suspenso por 90 dias, e outro de 72 bilhões, ainda em análise.

No plano político interno, surgem posicionamentos distintos:

  • Na Alemanha, o deputado Juergen Hardt (CDU/CSU) demonstrou otimismo e alertou que “altas tarifas recaem sobre consumidores e empresas dos EUA”.
  • O chanceler Friedrich Merz reforçou a importância de uma solução negociada para preservar a indústria exportadora alemã.
  • Já o presidente francês Emmanuel Macron apelou para que a UE esteja “preparada para um possível guerra comercial” .

Em paralelo, o governo italiano – notadamente a premiê Giorgia Meloni e o chanceler Antonio Tajani – envolveu-se diretamente nas negociações, buscando um desfecho justo e equilibrado. Com a proximidade do prazo de 1º de agosto, ministros do comércio da UE se reunirão novamente com autoridades dos EUA e também da China, destacando a necessidade de diversificar parceiros e abordar relações comerciais com países como Indonésia.

Os setores mais vulneráveis às medidas previstas incluem automotivo, farmacêutico, aeronave, química, instrumentos médicos e vinhos – segmentos que respondem por grande parte das exportações da União Europeia para os Estados Unidos