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Vida Social Ativa Pode Adiar Início da Demência em Até Cinco Anos, Aponta Estudo

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Pesquisa destaca importância das interações sociais na saúde cognitiva de idosos

Um estudo conduzido pela Rush University, em Chicago, Estados Unidos, revelou que manter uma vida social ativa pode atrasar o aparecimento da demência em até cinco anos. Publicado no periódico Alzheimer’s & Dementia: The Journal of the Alzheimer’s Association, a pesquisa acompanhou 1.923 idosos com idade média de 80 anos ao longo de quase sete anos. Durante esse período, 545 participantes desenvolveram demência e 695 apresentaram comprometimento cognitivo leve.

Metodologia e Resultados

Os participantes foram submetidos a avaliações médicas anuais e testes neuropsicológicos. Além disso, responderam a questionários detalhados sobre suas atividades sociais, como idas a restaurantes, eventos esportivos, jogos de bingo, viagens e encontros com amigos. A análise dos dados revelou que os idosos menos ativos socialmente desenvolveram demência, em média, aos 88 anos, enquanto aqueles com maior engajamento social apresentaram a doença aos 93 anos, indicando um atraso de cinco anos no aparecimento da demência.

Benefícios Adicionais da Vida Social Ativa

Além de retardar o início da demência, a vida social ativa mostrou outros benefícios significativos. Os idosos mais engajados socialmente tiveram um risco 38% menor de desenvolver demência e 21% menor de apresentar comprometimento cognitivo leve. Essas interações sociais frequentes também contribuíram para a redução de 40% nos custos médicos nas três últimas décadas de vida, além de estarem associadas a um aumento de três anos na expectativa de vida.

Mecanismos e Implicações

Acredita-se que as interações sociais frequentes fortaleçam os circuitos neurais no cérebro, tornando-os mais resistentes ao acúmulo de patologias relacionadas ao envelhecimento. Essas atividades sociais desafiam os idosos a participarem de trocas interpessoais complexas, promovendo ou mantendo redes neurais eficientes em um caso de “use ou perca”. Embora os resultados sejam promissores, os pesquisadores destacam a necessidade de mais estudos para compreender completamente os mecanismos subjacentes a esse fenômeno.