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Whindersson Nunes critica reportagem sobre droga sintética e faz alerta sobre dificuldades do consumo

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Humorista contesta abordagem do Fantástico sobre a substância “ice”, compara reportagem a exagero e adverte: “difícil sair” do vício

O humorista e influenciador digital Whindersson Nunes se manifestou publicamente em 30 de junho de 2025, criticando com veemência uma reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, que abordou os supostos riscos da nova droga sintética conhecida como ice, derivada da maconha. A abordagem foi classificada por ele como superficial e desprovida de diálogo com usuários reais da substância .

No post compartilhado na rede social X (antigo Twitter), Whindersson escreveu:
“Mds, o Fantástico fez uma matéria sobre ICE sem conversar com UM maconheiro, uma pesquisa mais rasa que um chafariz, mostrando como se ICE fosse uma droga nova e tipo crack”.

Ele ainda ilustrou sua indignação com uma analogia: “É como fazer uma matéria mostrando os perigos do whisky por ser mais forte que cerveja”, satirizando o tom alarmista da reportagem.

A publicação viralizou rapidamente, gerando milhares de interações e reações críticas. Whindersson relatou que frequentemente é rotulado de forma pejorativa quando fala sobre o tema da maconha:

“Toda vez que eu falo de maconha eu vou pros TT’s como um drogado safado”.

Usuários nas redes responderam com comentários duros, apontando contradições percebidas entre o discurso do humorista e suas atitudes públicas. Alguns seguidores o aconselharam a repensar seus valores, enquanto outros o defenderam, destacando sua autenticidade.

Whindersson já comentou publicamente sobre internações em clínicas de reabilitação no início de 2025, mencionando dificuldades com o uso de substâncias e impactos emocionais em sua vida. Nesse contexto, alertou para a gravidade do consumo contínuo ao afirmar: “difícil sair” de um vício.

Ao longo dos anos, ele também fez desabafos sobre sua luta contra a depressão e o estresse gerado pela exposição constante nas redes sociais. Essa trajetória pessoal confere peso às suas críticas à cobertura midiática da questão das drogas.

Especialistas em saúde pública e comunicação destacam que reportagens sobre drogas sintéticas devem ser embasadas em entrevistas com usuários, análises especializadas e contextualização dos fatores sociais. A crítica de Whindersson ressalta a importância de não reproduzir alarmismos e de informar com responsabilidade.

Alguns jornalistas ressaltam que matérias sem escuta da população afetada perdem credibilidade e podem gerar sensacionalismo. A reportagem do Fantástico foi apontada por muitos como exemplo disso, justamente por não apresentar relatos de pessoas que utilizam a substância.

Whindersson Nunes, figura pública com histórico de enfrentamento de transtornos emocionais e dependência, questiona o tom e a abordagem jornalística em relação ao ice: ele defende que a narrativa deve ser séria, informada e responsável, não apenas alarmista. Sua crítica provocou um amplo debate sobre como a mídia cobre temas sensíveis como drogas, saúde mental e vício.