O jornalista mostra a primeira mudança após deixar a bancada do Jornal Nacional: desligou o despertador que tocava às 20h e reclama: “O mais frequente e desrespeitado”.
Depois de quase três décadas liderando o Jornal Nacional (JN), William Bonner agora inicia uma fase diferente. E o primeiro indício público dessa mudança veio de um gesto simples — porém carregado de significado.
O gesto simbólico
Neste domingo (2 de novembro de 2025), Bonner compartilhou em seu perfil nas redes sociais um print do alarme desativado em seu celular. O alarme tocava todos os dias às 20h, horário em que ele se preparava para entrar ao vivo na bancada do JN. Ele cancelou esse alarme e escreveu na legenda: “O mais frequente e desrespeitado”.
O que isso revela
Esse simples desligar do alarme representa mais do que um ajuste de horário — é a quebra de um ritual de trabalho que durou quase 30 anos.
- Durante todo esse tempo, Bonner mantinha uma rotina fixa e exigente: se arrumar, chegar ao estúdio, revisar pautas, entrar ao vivo.
- Agora, com o ciclo do JN concluído, ele se dá a liberdade de “parar de se preocupar com o horário de ir ao ar”. O desligar do alarme evidencia isso.
- Em entrevistas anteriores ele já havia dito que a decisão de sair da bancada havia sido motivada por essa vontade de “mudar de ares”, repensar ritmo de vida e retomar alguns planos pessoais.
O que vem pela frente
Embora a transição da bancada já tenha ocorrido, Bonner prepara-se para uma nova etapa: assumirá em 2026 o comando do programa Globo Repórter, ao lado de Sandra Annenberg — segundo ele, “um sonho antigo”.
Essa mudança também exige uma adaptação funcional e pessoal: menos correria, novos horários, talvez mais liberdade, mas também uma nova forma de pensar o jornalismo e a expressão pública.
Por que importa
- Mostra que até quem está no auge de sua carreira pode escolher desacelerar e redefinir prioridades.
- Revela uma transição visível entre “rotina de telejornal diário” e “projeto distinto, ritmo diferente”.
- A mudança de Bonner ganhou repercussão porque, para o público, ele era sinônimo daquela “boa noite” fixa das 20h30 — então, ao se desligar desse alarme, ele dispara uma mensagem de liberdade e mudança.
- Para profissionais da comunicação e público em geral, é um lembrete de que estabilidade não precisa significar perpetuidade — reinventar pode ser saudável.
William Bonner mostra que não basta parar de fazer — é preciso inaugurar algo novo. O gesto de desligar o alarme é simbólico, mas também verdadeiro: ele deixa para trás o hábito, o peso do dia a dia de telejornal, e abre espaço para uma opção diferente. Talvez com menos pressão, mais digressão, mais presença pessoal. É um recomeço.