Em audiência marcada para 13 de agosto, a ex-deputada apresentará laudo médico e destacará sua cidadania italiana como defesa em processo de extradição
A defesa da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) recorrerá a um laudo médico para tentar garantir prisão domiciliar ou liberdade provisória durante o processo de extradição na Itália. O documento será apresentado na audiência agendada pelo Tribunal de Apelação de Roma para quarta-feira, 13 de agosto.
Na justificativa, o advogado Fábio Pagnozzi explica que Zambelli está sem acesso aos medicamentos de uso contínuo desde sua chegada à prisão italiana, o que pode agravar as comorbidades que ela possui em apenas 48 horas. Além disso, será sustentado que a parlamentar não oferece risco à sociedade local e que, por ser cidadã italiana, não cabe pedido de asilo político — mas sim, um apelo pelos seus direitos como cidadã no país.
Zambelli foi presa em Roma após se apresentar voluntariamente às autoridades em julho, sem alarde e sem algemas, segundo relatos do advogado. Na sequência, a Justiça italiana terá até 72 horas para decidir se ela poderá aguardar o julgamento em liberdade com condições restritivas ou continuará detida.
O pedido oficial de extradição foi feito pelo Brasil em 11 de junho e encaminhado pelo Itamaraty às autoridades italianas. A audiência de 13 de agosto será um momento chave no processo, que carece de prazos definidos. As decisões sobre extradição dependem de trâmites na Justiça e no governo italianos, bem como da análise da legislação local e dos acordos internacionais vigentes