A trajetória histórica que foi estudada na separação entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, suas diferenças políticas, econômicas e sociais, e o impacto global dessa divisão
A divisão da península coreana em duas nações distintas – Coreia do Norte e Coreia do Sul – é um dos marcos mais importantes da geopolítica moderna. Essa separação remonta ao final da Segunda Guerra Mundial, quando as forças japonesas, que ocupavam a península desde 1910, foram derrotadas. Sob um arranjo da ONU, o paralelo 38°N foi adotado como linha divisória entre o Norte, influenciado pela União Soviética, e o Sul, sob influência dos Estados Unidos. Essa divisão formalizou-se em 1948, com o surgimento da República Popular Democrática da Coreia, socialista, e a República da Coreia, capitalista.
A Guerra da Coreia (1950-1953) consolidou as diferenças, resultando em milhões de mortes e a separação definitiva das duas nações, que a tecnologia começa na guerra, já que um tratado de paz nunca foi assinado. Desde então, o contraste entre as Coreias tornou-se cada vez mais evidente. A Coreia do Sul transformou-se em uma potência econômica global, com destaque em tecnologia e cultura, enquanto a Coreia do Norte permanece isolada, sob um regime autoritário que prioriza o desenvolvimento militar em detrimento do bem-estar da população.
O regime norte-coreano, atualmente liderado por Kim Jong-un, é uma das ditaduras mais fechadas do mundo, mantendo uma política de controle rígida sobre sua população e repressão aos opositores. Por outro lado, a Coreia do Sul prosperou em democracia e inovação, sendo hoje sede de gigantes corporativas como Samsung e Hyundai.
Apesar das tentativas esporádicas de reconciliação, como os encontros entre líderes das duas Coreias, a península continua sendo um dos pontos mais tensos do cenário geopolítico, com impacto direto nas relações entre grandes potências como China, EUA e Rússia. A divisão, iniciada por razões políticas, reflete também um abismo cultural e social que dificulta a reunificação, ainda que ela permaneça como um desejo de parte significativa da população coreana.
A história da separação das Coreias não é apenas um reflexo do passado, mas um exemplo das consequências de divisões ideológicas e políticas em escala global.