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Musicoterapia promove avanços avançados em crianças com autismo

crédito: Adauto Menezes/Divulgação
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Intervenção musical melhora comunicação, interação social e bem-estar emocional

A musicoterapia tem se destacado como uma abordagem terapêutica eficaz para crianças expostas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Profissionais da área observam que a combinação de ritmo e melodia não apenas acalma e reduz a ansiedade, mas também serve como um canal seguro para a expressão de sentimentos e emoções.

Benefícios da Musicoterapia no Autismo

Estudos indicam que a musicoterapia favorece a comunicação e a interação social de crianças com autismo, além de promover o engajamento de sistemas funcionais e a ativação dos neurônios-espelho. Esses efeitos são apoiados para melhorias em áreas cruciais para o desenvolvimento social e emocional.

Durante as sessões, as crianças são incentivadas a compartilhar instrumentos, músicas e brincadeiras, aprendendo a ouvir e cantar em grupo. Essas atividades estimulam o processamento auditivo e a discriminação de sons, aspectos frequentemente solicitados para indivíduos com TEA.

Experiência Prática e Resultados Imediatos

No Centro de Referência, Pesquisa e Extensão em Musicoterapia (Crepem), em Brasília, a musicoterapeuta Sarah Costa relata melhorias substanciais em crianças com TEA. Ela destaca que, por meio da interação musical, observa-se aumento do contato visual, escuta ativa e participação em grupo, elementos essenciais para a socialização. Além disso, o ambiente estruturado e estimulante das sessões permite que as crianças se sintam mais confortáveis ​​e abertas à interação.

Apoio às Famílias e Comunidade

Além do atendimento às crianças, o Crepem oferece “rodas de acolhimento” para mães, proporcionando um espaço de apoio e compartilhamento de experiências. Essa iniciativa libera os desafios enfrentados pelas famílias e busca promover o bem-estar de todos os envolvidos no processo terapêutico.

Conclusão

A musicoterapia surge como uma ferramenta poderosa no apoio ao desenvolvimento de crianças autistas, oferecendo um caminho único e enriquecedor para melhorar a comunicação, a interação social e o bem-estar emocional. Profissionais e famílias são encorajados a considerar essa abordagem como parte integrante dos planos terapêuticos para indivíduos com TEA.