Apesar da redução drástica dos casos e do avanço da vacinação ao redor do mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não declarou oficialmente o fim da pandemia de COVID-19. A decisão levanta questionamentos sobre os critérios utilizados pela entidade e os desafios que a doença ainda impõe à saúde global.
Emergência sanitária vs. pandemia: qual a diferença?
Em maio de 2023, a OMS anunciou o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) para a COVID-19, um status que indicava o alto nível de alerta e resposta coordenada entre os países. No entanto, a classificação de “pandemia” não possui um critério formal para ser retirada, diferentemente da ESPII. Segundo especialistas, a pandemia ainda está em curso porque o vírus continua a circular globalmente, causando infecções, hospitalizações e óbitos.
A transição para uma fase endêmica
A tendência atual é que a COVID-19 se torne uma doença endêmica, ou seja, presente de forma constante em determinadas regiões, mas sem gerar emergências sanitárias frequentes. Para que isso ocorra, é necessário que os países mantenham altos níveis de imunização, bem como sistemas de monitoramento eficazes para identificar possíveis novas variantes do vírus.
Riscos ainda existem
A OMS reforça que, embora a situação tenha melhorado, o risco não desapareceu completamente. Ainda existem grupos vulneráveis, especialmente em países com baixas taxas de vacinação. Além disso, o surgimento de novas variantes pode ameaçar os avanços conquistados. O exemplo da subvariante JN.1, que recentemente se espalhou em vários países, mostra que a vigilância epidemiológica continua essencial.
O que esperar para o futuro?
A decisão da OMS sobre o status da pandemia dependerá da estabilidade dos níveis de transmissão e da capacidade dos sistemas de saúde de lidarem com a COVID-19 sem sobrecarga. Por enquanto, a entidade orienta os governos a manterem a vacinação atualizada, garantir acesso à testagem e investir em medidas preventivas para proteger a população.