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Elon Musk distribui cheques milionários a eleitores em Wisconsin

Getty Images
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Bilionário premia cidadãos que apoiaram candidato conservador à Suprema Corte estadual em meio a controvérsias legais

O empresário Elon Musk entregou, no domingo (30), cheques de US$ 1 milhão a dois eleitores em Wisconsin, Estados Unidos, e prometeu pagamentos menores a outros que contribuíssem para a eleição de um candidato conservador à Suprema Corte estadual. A ação ocorreu durante um comício em Green Bay, antecipando a eleição marcada para 1º de abril, que definirá a composição ideológica do tribunal em questões como direitos ao aborto e leis trabalhistas.

Os beneficiários dos cheques milionários foram Nicholas Jacobs e Ekaterina Diestler, ambos participantes ativos na campanha contra juízes considerados “ativistas”. Musk também anunciou que recompensaria com US$ 20 cada eleitor recrutado para apoiar o candidato conservador Brad Schimel na disputa contra a liberal Susan Crawford. Essa estratégia gerou debates sobre a legalidade de tais incentivos financeiros em processos eleitorais.

A iniciativa de Musk enfrentou resistência legal. O procurador-geral de Wisconsin, Josh Kaul, solicitou à Suprema Corte estadual que impedisse a distribuição dos cheques, alegando possível violação das leis eleitorais e tentativa de compra de votos. Contudo, o tribunal rejeitou o pedido, permitindo que Musk prosseguisse com as doações.

Em um evento em Green Bay, Musk admitiu que os cheques de US$ 1 milhão tinham como principal objetivo atrair atenção midiática para a eleição. Ele afirmou que essa abordagem é mais econômica do que a publicidade tradicional e visa gerar cobertura da imprensa.

A eleição para a Suprema Corte de Wisconsin tornou-se a corrida judicial mais cara da história dos EUA, com gastos ultrapassando US$ 81 milhões. Musk e grupos aliados investiram mais de US$ 20 milhões para apoiar Schimel, enquanto críticos, incluindo a campanha de Susan Crawford, acusam o bilionário de tentar influenciar indevidamente o tribunal, onde a Tesla enfrenta processos pendentes.

A controvérsia em torno das doações de Musk reflete debates mais amplos sobre o impacto de grandes contribuições financeiras em eleições judiciais e a integridade dos processos democráticos nos Estados Unidos.