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Sono Insuficiente Eleva Risco de Desenvolvimento do Alzheimer

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Estudos indicam que a falta de sono profundo e REM pode acelerar a degeneração cerebral associada ao Alzheimer

A privação de sono, especialmente nos estágios de sono profundo (ondas lentas) e de movimentos oculares rápidos (REM), tem sido associada a um aumento no risco de desenvolver a doença de Alzheimer. Pesquisas recentes apontam que déficits nesses estágios do sono podem levar à redução de volume em regiões cerebrais críticas, como a região parietal inferior, que é fundamental para o processamento de informações sensoriais e visuoespaciais.

Importância do Sono Profundo e REM

Durante o sono profundo, o cérebro realiza funções essenciais, como a eliminação de toxinas e a reparação celular. Já o sono REM é crucial para o processamento emocional e a consolidação da memória. A interrupção ou a diminuição desses estágios pode comprometer a saúde cerebral e aumentar a vulnerabilidade a doenças neurodegenerativas.

Evidências Científicas

Um estudo publicado na revista Nature Communications acompanhou quase 8 mil pessoas por 25 anos e revelou que indivíduos que dormiam menos de seis horas por noite tinham um risco 30% maior de desenvolver demência. Outra pesquisa indicou que uma redução de 1% no sono de ondas lentas por ano, em pessoas acima de 60 anos, estava associada a um aumento de 27% no risco de demência.

Mecanismos Subjacentes

A privação de sono pode promover o acúmulo de proteínas beta-amiloide e tau no cérebro, ambas associadas à patogênese do Alzheimer. Além disso, o sono inadequado compromete a eficiência do sistema glinfático, responsável pela “limpeza” cerebral, facilitando o acúmulo dessas proteínas tóxicas.

Recomendações para a Saúde do Sono

Especialistas recomendam que adultos mantenham uma rotina de sono de sete a oito horas por noite, priorizando a qualidade do sono profundo e REM. Práticas como manter horários regulares para dormir e acordar, criar um ambiente propício ao sono e evitar estimulantes antes de deitar podem contribuir para a saúde cerebral e reduzir o risco de doenças neurodegenerativas.